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Top 10 – Melhores de 2017

Antes de qualquer coisa, vale ressaltar que listas de piores e melhores do ano sempre são subjetivas. Portanto, segue a minha visão dos filmes que mais se destacaram neste ano. Alguns longas muito bons ficam de fora, mas é só um top 10, não é mesmo?

 

10- Bingo: o rei das manhãs

Com um elenco afinado, uma banda sonora que pode fazer o espectador mergulhar na nostalgia dos anos 1980, ainda que não tenha vivido nele, as tiradas ácidas e uma direção muito consciente, faz de Bingo um dos destaques deste ano. A sutilieza nas cenários marcado por tons pasteis que são substituídas por locações e cenários sombrios, pouco iluminados a medida em que Augusto Mendes se perde num universo no qual ele só tem valor quando está nos trajes do palhaço que divertia as crianças.

9 – As duas Irenes 

De maneira, aparentemente, simples, o longa mostra o cotidiano de duas garotas de 13 anos que têm o mesmo nome. Com sutileza a história das duas se desenvolve e uma crítica ao patriarcado é realizada de maneira certeira. O cotidiano das meninas também expõe as “obrigações” que são impostas às mulheres e as inseguranças e dificuldades que as mulheres dessa idade já passam e podem passar por muito tempo. Mas as garotas da obra possuem uma força, uma força modificadora que destaca como juntas as mulheres podem fazer a diferença.

8 – Blade Runner 2049

O lugar do protagonismo e a importância que damos para as nossas histórias são rebatidas de uma maneira forte pelo longa. Além de um arco potente da personagem de Ryan Gosling, temos um visual arrebatador, com planos que trazem para o cinema o uso da luz e a união delas criando texturas e atmosferas quase palpáveis para o público. Cada elemento de cena expressa significados, como na terra abandonada onde agora vive Rick. Claramente, ele mora num lado da cidade onde a grandiosidade existiu e as pessoas ainda exaltavam o passado. O universo distópico está ainda mais distópico e as cidades estão ainda mais super lotadas, sujas e destruídas. Nada tem amplo significado e até as relações amorosas não são verdadeiras. Essa realidade é exposta de maneira marcante e o protagonista consegue, com seu arco, conectar o público com a obra.

 

7 – Comeback

Com uma narrativa que desenvolve progressivamente, formando um arco bem delineado, Comeback traz uma das melhores personagens de Neson Xavier, que com poucas falas e olhares define bem a personalidade do protagonista Amador. O cenários e locações também trazem uma impressão de que a personagem principal parou no tempo, na época em que ainda tinha o prestígio de um grande matador. É tudo antigo, desgastado e decadente, expressando a maneira pela qual os anos passaram e Amador e seus amigos já estão velhos, mergulhados numa nostalgia de um tempo em que sentiam utilidade em suas vidas.

 

 

6 – Ao cair da noite

Com o equilíbrio nas escolhas do que mostrar e do que esconder, Ao cair da noite traz para o espectador a paranoia de suas personagens e coloca em questão até que ponto o protagonista tem a visão certeira dos acontecimentos, até que ponto o que cada um acredita é a verdade. Com poucos cortes e planos mais delongados, a obra trabalha com o que acontece quando a luta termina e só sobra uma batalha para a humanidade, um monstro para se enfrentar: nós mesmos.

5 – Corra!

O filme de Jordan Peele é um inteligente relato sobre o racismo. O realizador, de maneira ácida, revela a hipocrisia estadunidense, que existe também no Brasil, expondo os brancos que se comportam forçadamente para emular o quanto acreditam na igualdade étnico – racial. Eu votei no Obama se torna justificativa para todos os comportamentos bizarros da família e torna-se um prato cheio para criar um cenário de horrorífico. As hipérboles do cotidiano são verdadeiras e os monstros da sociedade são expostos sem máscaras, como verdadeiramente são.

4 – A vilã

Com um ritmo frenético e cenas de ação muito bem coreografadas, A vilã nos banha com o mais puro girl power, mas tirando o glamour da morte e colocando em questão até que ponto cada pessoa tem o direito de tirar uma vida, até que ponto matar é fazer o bem. A história de vingança com o ex marido/ mentor é algo já muito visto no cinema oriental e, claro, em Kill Bill, mas A vilna traz um ritmo diferente, um visual muito semelhante com o de video games, usando até ponto de vista em sua primeira cena, que traz uma conexão com outras linguagens. O longa consegue cumprir todas as suas promessas e deixar um sentimento de tristeza em relação à violência. A obra também bate muito na tecla de como um relacionamento abusivo é difícil de escapar e como a opressão masculina pode destruir o resto da vida de uma mulher.

3- Capitão Fantástico

Um pai e suas crianças vivem da maneira mais fácil de não se corromper à sociedade capitalista: eles vivem numa floresta, com suprimentos caçados, livros e conversas na fogueira. Mas, claro, para cumprir uma lógica muito utilizada pelos filmes, a do mito da caverna, essas crianças entram em choque com o mundo “normal” quando precisam ir para o enterro de sua mãe. O maior trunfo de Capitão Fantástico é , justamente, expor como normalizamos costumes absurdos de crianças submersas em violência, video games e junk food e a hipocrisia do que é filtrado para seus filhos. As crianças não podem ouvir palavrões ou coisas de conotação sexual, mas podem viver numa realidade violenta de filmes e jogos.

O longa traz a poesia do que é mais natural e inerente aos seres humanos, questionando o nosso lugar no mundo. Somos apenas corpos e esses corpos acabam quando a vida acaba. Tinha tudo para ser piegas, mas o longa é todo encaminhado para o entendimento do equilíbrio na vida e para fazer refletir se há mesmo uma solução menos drástica do que se esconder numa floresta para fugir desse sistema no qual vivemos e não tentamos nem fugir.

Fora a atuação de Viggo Mortensen que dispensa qualquer debate. Pode se sentir palpavelmente todos os sentimentos de um homem em que coloca em suas atitudes tudo o que acredita.

2- O Animal Cordial

Este ano talvez o cinema tenha se tornado menos maniqueísta e acredito que Animal Cordial caminha por essa estrada de mostrar que existe dentro de cada um, ainda que a pessoa se considere boa, questões que podem nos fazer explodir e tomar a medida mais drástica que se possa encontrar.

Com a atuação vigorosa de Luciana Paes, vemos uma noite num restaurante chique comandado por Inácio (Murilo Benício). O vermelho expressivo marca todo o restaurante que já sangrava, marcado pela exploração do patrão com todos os seus empregados. A obra demarca certa catarse, vendo que todas personagens que subjugam o próximo morrem.

Sara representa bem o brasileiro médio que sonha em crescer, que ambiciona uma vida mais tranquila financeiramente, um tempo para realizar seus sonhos, mas que se vê preso num emprego no qual precisa. Sara também representa a mulher apaixonada, diminuída sempre por seu objeto de afeto, mas que quando pensa em sair do ciclo abusivo é puxada de volta com um pequeno gesto de afetividade. Ela é a pessoa que se vê pisada por outra mulher que tem tudo o que ela gostaria de ter. Sara é um pouco de cada um e pode despertar a empatia do público porque, mesmo com seus erros nos acontecimentos que se desenvolvem na trama, ela tem um passado, ela tem dores, ela tem uma luta verdadeira entre ela e tudo que a oprime.

O filme traz essa protagonista cheia de nuance, tridimensional, atores em grande sintonia, com personagens que são distintas e cheias de camadas, um cenário sufocante que faz crescer a tensão e o suspense e aposta na carne viva, sangrando para representar o que o ser humano é, um bicho feroz,mas que morto, não passa de um pedaço de carne.

 

1 – Como nossos pais

Os dilemas das mulheres e como as mesmas se sentem sozinhas num cotidiano maçante, com desejos suprimidos, com uma constante opressão social e conjugal representados de maneira concisa, sem exageros e tocando no principal ponto nesta obra de Laís Bodanzky. Os conflitos que perpassam gerações de mulheres, que vivem numa desunião eterna por não compreenderem que não precisam ser rivais, que não precisam ser perfeitas e que não precisam cobrar perfeição umas das outras.

O destaque do filme vai para o roteiro e as atuações que são desenvolvidos de maneira orgânica, fluída. Maria Ribeiro, a protagonista do longa, traz em seu olhar certa melancolia de quem já não entende o que a fez chegar naquele ponto de sua vida. Os diálogos nunca expositivos, revelam com sutileza as injustiças vividas pelas mulheres e como a igualdade de gênero nos dias atuais foi um embuste que fez com que as mulheres trabalhassem ainda mais.

A primeira cena do filme. Ela somente já bastava. Todas as mulheres não são escutada e colocam e tiram  a mesa enquanto os homens conversam e brincam com as crianças e tomam uma bebida tranquilamente. As obrigações familiares são as primeiras a sufocar o universo feminino, a deixar para as mulheres o dever de se importar com a comida, com o bem estar de sua família. Se importar, se importar fez com que as mulheres se fizessem sozinhas num dia a dia opressor e Como nossos pais mostra que podemos quebrar esse eterno ciclo em que vivem as mulheres.

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