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[Resenha/Crítica]: Extraordinário

O diferente que cativa.

O cinema proporciona vários tipos de emoções, alguns filmes fazem uma reflexão sobre a vida, outros fazem rir e há aqueles que, quando nos deparamos, o choro é incontrolável. E quanto a este filme, sim, ele vem sem pedir licença, seja pela história carismática ou por seu artista predileto estar envolvido naquela situação, o que já ajuda na emoção e deixa o coração mais fragilizado, no bom sentido. A verdade é que o choro, quando brota, é difícil controlar, e no filme Extraordinário é assim. A história do garoto que tem o rosto deformado já vem, literalmente, com o sofrimento estampado no rosto. Não existe meio termo. É olhar e se compadecer. E ainda com o agravante de ser uma criança, que não sabe como se defender das diversas situações de constrangimentos. Essa idade é a fase da formação da personalidade. Os elementos que estão ao seu redor são fundamentais, para o bem ou para o mal, pois nesse período é que se leva para o resto da vida as dores e os amores.

O garoto Auggie nasceu com a síndrome de Treacher Collins, que causa deformidades em seu rosto, mesmo com várias intervenções cirúrgicas, sua face tem várias deformidades. Auggie sempre usa um capacete de astronauta, pois sabe que causa olhares e perguntas. Todos querem saber o porquê daquilo. Mas Auggie tem uma família adorável. Sua mãe, Isabel, desde o seu nascimento, deixou a carreira profissional de lado, e vive para o bem estar do garoto, muitas vezes deixando seu marido e filha em segundo plano. O pai, Nate, é o paizão divertido, sempre faz uma graça para os outros se divertirem, e está disposto a fazer o filho encarar a vida, não é fácil, mas é inevitável, e ele ajudará no que for possível. Temos, ainda, Via, a doce jovem irmã. Ela entende todo o seu drama familiar, mas sente que foi deixada um pouco de lado, todos os olhos são voltados para o seu irmão, o que é compreensível, a sua avó era sua grande amiga.

Extraordinário poderia ser um filme clichê sobre bullyng ou somente um drama familiar pesaroso, porém não é o que acontece. A sua estrutura vem como capítulos de um livro. Aliás, a história é baseada no livro de R.J. Palacio, mesma autora de As Vantagens de Ser Invisível, uma fazedora de histórias comoventes e reflexivas. Um dos grandes ganhos é saber dosar o seu drama, que não é só atrelado ao personagem de Auggie, mas também seus familiares, de colegas de escola e, até os mais coadjuvantes, como professor e o diretor da escola tem seus momentos de brilho.

Julia Roberts, a mãe, é atriz que dá grande estofo em qualquer produção, desde quando surgiu e foi catapultada ao estrelato em Uma Linda Mulher, e não se cansou de fazer grandes filmes como Closer, O Casamento do Meu Melhor Amigo, Um Lugar Chamado Notting Hill e Erin Brockovich. Julia como a mãe de Auggie é a dor contida, ela guarda para si o sofrimento que seu filho poderá ter na vida e que não consegue ser “a mãe” sempre onipresente. Julia faz uma bela dupla com Owen Wilson, que faz lembrar de seu papel no filme Marley e Eu, até o cachorrinho fica doente. Sônia Braga aparece numa pequena ponta, como a avó de Auggie, apenas numa cena com a neta, um momento comovente que implora por mais tempo. Izabela Vidovic faz a irmã de Auggie, ela e seu irmão são os verdadeiros protagonistas do filme, todo o seu arco é dos mais complexos da história, passando da infância à adolescência e suas novidades que chegam ao mundo de gente grande. Vidovic tem a suavidade no olhar e o carinho em suas ações. Já o garoto Jacob Tremblay já tinha comovido o mundo no ano passado, em O Quarto de Jack, agora volta como o menino que quer ter uma vida normal. Tremblay trabalha como gente grande, sem ser facilitador de emoções pequenas. Um guri de talento.

Extraordinário chega no momento certo, época de natal, momento em que as pessoas “parecem’ estar mais acessíveis ao sofrimento alheio e, o filme, em nenhum momento, chega a ser melancólico, e sim pra cima. Por mais que o choro possa vir, ele vem devagarinho, sem ser melodramático, tudo tem uma direção de calmaria, como se alguém estivesse sussurrando ao ouvido, isso faz a diferença. A gente sai do cinema com lágrimas nos olhos e coração cheio de gentileza.

Nota do CD:

[Rating: 4/5]

Sinopse:Auggie Pullman é um garoto que nasceu com uma deformação facial. Pela primeira vez, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança. No quinto ano, ele irá precisar se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Título original: Wonder
Direção: Stephen Chbosky
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama
Ano de produção: 2016
Estréia: 7 de dezembro de 2017
Duração: 113 minutos
Elenco: Ali Liebert, Bryce Gheisar, Danielle Rose Russell, Daveed Diggs, Elle McKinnon, Emma Tremblay, Grayson Maxwell Gurnsey, Izabela Vidovic, Jacob Tremblay, Julia Roberts, Kyle Breitkopf, Lucia Thain, Mandy Patinkin, Millie Davis, Nadji Jeter, Nicole Oliver, Owen Wilson, Rachel Hayward, Sasha Neuhaus, Sonia Braga.
Roteiro: Steve Conrad
Produção: David Hoberman, Todd Lieberman
Fotografia: Don Burgess
Estúdio: Lionsgate Films, Mandeville Films, Participant Media, Walden Media
Montador: Mark Livolsi
Distribuidora: Paris Filmes

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Categoria: Detalhando, Drama, Em Cartaz, Resenhas de Filmes, Vavá Pereira

Sobre o autor ()

Um publicitário que ama os filmes desde que nasceu. De Closer a O Senhor dos Anéis, de Uma Linda Mulher a O Poderoso Chefão. Sim, eu amo Julia Roberts! Gosto de quem gosta dos filmes que gosto, mas gosto mais ainda de quem não gosta, pois uma boa discussão não faz mal a ninguém.

Comentários (1)

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  1. Jaime Rojas disse:

    Apreciar Jacob Tremblay na tela é algo que vale a pena. Desfrutei de ver a este ator em Refém Do Medo, eu gosto como interpreta o seu personagem, e sobre tudo é diferente a todos os filmes asusstadores. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Além, acho que a sua participação neste filme assustador realmente ajudou ao desenvolvimento da história.

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