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[Resenha/Crítica]: Vazante

No tempo em que o mundo nem era mundo.

O filme Vazante, de Daniela Thomas, é de um tempo misterioso bem perto de nós. Aqui estamos em 1821, parece há muito tempo, mas não, está mais perto do que a gente pode imaginar. Na cidade de Minas Gerais, agora fica mais intrínseco ao nosso patriarcado, que teima em se sustentar em pleno século XXI. O comerciante de escravos, Antônio, perde a mulher e filho no parto. Antônio irá refazer sua vida com a sobrinha de sua esposa, Beatriz, uma menina de 12 anos.

Vazante é um filme de tempo lento e palavras miúdas. O subentendido está entendido. Fala-se de um momento da escravidão, está ali para servir e não ser servido. O pequeno escravo, cansado da labuta, pede um copo de água e, logo, recebe esbravejamento de querer ser como o patrão.

Vazante é de cores sem cor. As cores fugiram. É preto no branco. O preto fica para a exploração, para ser vilipendiado. Suas dores são as dores de um tempo em que não existia direitos, só deveres. O dever se cumpre. O direito vai embora.

A diretora Daniela Thomas vem de uma ótima relação com outros diretores. Com Walter Salles fez Terra Estrangeira, O Primeiro Dia e Linha de Passe e com Felipe Hirsch fez Insolação. Daniela faz em Vazante um filme que não é de denúncia, como ela já disse, “Denúncia é quando as coisas não estão ali, evidentes, a relação entre brancos e negros no Brasil é assim”.

Vazante tem o seu caminhar contemplativo. Tudo está ali como se fosse fragmentos de personalidades afoitas para a perda da pasmaceira, da apatia. Ninguém é protagonista da história, cada um é protagonista de sua própria história. Os brancos, os negros, as crianças que querem se tornar adultas.

A lentidão do tempo se faz presente na palavra e no que não é dito. E quando não se é falado, é vivido, se torna pleno.

Vazante abriu a noite de competição do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, depois de acalorada recepção em Berlim, chamando atenção, agora, para os prêmios de Brasília. Vazante é um lindo voo solo de Daniela Thomas em todos os níveis.

#FestivaldeCinemadeBrasília50Anos

Nota do CD: [Rating: 4/5]
Sinopse:Minas Gerais. Século XIX. De volta à casa, depois de longa viagem conduzindo uma tropa de escravos, Antonio descobre que sua mulher morreu em trabalho de parto. Sentindo-se sozinho e isolado em uma fazenda improdutiva, ele busca um novo casamento com Beatriz, uma menina muito jovem que frustra seus planos de ter filhos. Antonio volta às expedições negociando escravos e gado. Sozinha na imensa propriedade, Beatriz encontra nos escravos sua companhia. Uma traição implode a família em uma espiral de violência, que é o anúncio dos ventos da mudança.
Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Direção: Daniela Thomas
Ficção, 116 min, 2017, SP, 14 anos
Elenco: Adriano Carvalho, Luana Nastas, Sandra Corveloni, Juliana Carneiro Da Cunha, Roberto Audio, Fabrício Boliveira, Vinicius Dos Anjos, Maria Helena Dias
Roteiristas: Daniela Thomas e Beto Amaral
Produtores: Beto Amaral, Maria Ionescu e Sara Silveira
Coprodutores: Pandora da Cunha Telles e Pablo Iraola
Produtor Associado: Fernando Meirelles
Diretor de Fotografia: Inti Briones
Diretor de Arte: Valdy Lopes JN
Som: Vasco Pimentel
Montadores: Estevan Schilling e Tiago Marinho
Figurinista: Cassio Brasil
Maquiagem: Rosemary Paiva
Uma Produção, Dezenove Som e Imagens, Cisma Produções e Ukbar Filmes
Coprodução: Globo Filmes
Distribuição: Europa Filmes

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Categoria: Detalhando, Drama, Festival de Brasília, Nacional, Resenhas de Filmes, Vavá Pereira

Sobre o autor ()

Um publicitário que ama os filmes desde que nasceu. De Closer a O Senhor dos Anéis, de Uma Linda Mulher a O Poderoso Chefão. Sim, eu amo Julia Roberts! Gosto de quem gosta dos filmes que gosto, mas gosto mais ainda de quem não gosta, pois uma boa discussão não faz mal a ninguém.

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