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[Resenha/Crítica]: O Nó do Diabo

Resquícios de um passado sombrio.

O cinema brasileiro tem evoluído constantemente, trazendo novas experimentações, suas narrações e amarrações mostram que as produções não precisam seguir sempre uma mesma cartilha. Hoje temos filmes com uma gama de nuances, abraçando várias vertentes, de e para todo tipo de público, são filmes que contemplam a sociedade contemporânea e suas mudanças advindas de muita luta e companheirismo, sobre aceitação do amor livre, dramas açucarados, comédias escrachadas, violência estilizada e o terror, com pitadas no sobrenatural e, tudo isso faz um bem danado para o nosso audiovisual.

O Nó do Diabo abraça o terror com um dos temas que já nasceu com os sinônimos da repulsa e do pavor, a escravidão dos negros no Brasil, e seus resquícios e malefícios perduram até hoje, nas ações e nas emoções, são sentimentos que não se curam facilmente.

O filme se divide em cinco contos, em épocas distintas, começando em 2018 e voltando até 1818, sempre com o viés do sofrimento do negro, seja no presente com marcas do passado, ou no passado com os abusos que a escravidão permitia.

O melhor de O Nó do Diabo é a colocação do protagonismo negro em evidência, aqui não existe o sofrimento pelo sofrimento, ele vem banhado de história, uma história sanguinária, sofrida e de grande desespero. O negro é o centro que faz girar o nó que insiste em não ser desatado. A luta é atual e constante.

As cinco histórias usam de um terror clássico dos anos 60 e 70, com violência estilizada e trilha sonora esganiçada, onde tudo isso faz diferença, para o bem e para o mal, são essas peças que fazem crescer o nosso incômodo, trazendo o terror em sua forma mais cruel imaginada. Os personagens opressores existem no ontem e no hoje, e são bem claros em suas atitudes, são pessoas que detém certo poder, e esse poder também parece ter sido amarrado e é nó que não desata tão facilmente. Desatar nós malditos e batalha de todos os dias.

O Nó do Diabo é uma grata surpresa no gênero do terror brasileiro, e não poderia ter sido mais feliz em juntar o horror da escravidão e marginalização do negro com o típico sobrenatural, enraizando dor e luta, fazendo delas uma única palavra de ordem. A luta continua.

Nota do CD: 4/5
Sinopse:Cinco contos de horror. Uma fazenda tomada por horrores a mais de duzentos anos. Cinco encontros com a morte. Um nó que não se desata.
Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Direção: Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi
Drama/Suspense/Terror, 124 min, 2016, PB, 16 anos
Elenco: Fernando Teixeira, Isabél Zuaa, Cíntia Lima, Edilson Silva, Tavinho Teixeira, Clebia Sousa, Alexandre Sena, Miuly Felipe da Silva, Yurie Felipe da Silva, Zezé Motta, Everaldo Pontes
Produção executiva: Ramon Porto Mota e Lucas Guimarães Salgado
Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano
Direção de Arte: Manoele Scortegagna
Montagem: Daniel Bandeira e Raphael Borghi
Música: Daniel Jesi,  Rieg Rodig, Carlos Montenegro, Claudio N, Luiz Pessoa e  Vito Quintans
Figurino: Aurora Caballero e Alan de Abrantes
Som direto: Bruno Alves
Desenho de som: Catarina Apolonio e Raul Arthuso

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Categoria: Detalhando, Festival de Brasília, Nacional, Resenhas de Filmes, Terror, Vavá Pereira

Sobre o autor ()

Um publicitário que ama os filmes desde que nasceu. De Closer a O Senhor dos Anéis, de Uma Linda Mulher a O Poderoso Chefão. Sim, eu amo Julia Roberts! Gosto de quem gosta dos filmes que gosto, mas gosto mais ainda de quem não gosta, pois uma boa discussão não faz mal a ninguém.

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