[Resenha/Crítica]: Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Nem tão bom, nem tão ruim.

Os filmes do mundo mágico dos heróis andavam saturados e, de uns tempos pra cá, tentam se reinventar a cada nova história. Neste ano tivemos duas boas cartadas: Logan e Mulher-Maravilha. O Logan conseguiu ser uma bela despedida de um ator, Hugh Jackman, e de um personagem, Wolverine, muito querido pelo público, fazendo um “homem” bem humano, parecido com a gente, cheio de defeitos e qualidades. É um filme de heróis, diferentes dos habituais.

O sexo feminino estava devendo uma grande personagem para o cinema, pois suas últimas incursões heroicas foram bem tumultuadas e um desastre total (Mulher Gato, Elektra). A Mulher-Maravilha apareceu, timidamente, em Batman Vs Superman, e agora chegou com um filme todo seu, mostrando sua história de amazona e dando um novo respiro para a DC Comics. Logan e Mulher-Maravilha fazem história por serem filmes com um diferencial no mundo, já cansado, dos “grandes heróis”. Mas 2017 ainda não acabou e quem está chegando é mais uma franquia do Homem-Aranha, que desde 2002 já passou pelas mãos de Tobey Maguire, Andrew Garfield e agora com Tom Holland. Um mesmo personagem vivido por três atores diferentes e cada vez mais novos. Seria uma infantilização do personagem? Claro que sim, e isso pode ter a relação com o que falei no início, é preciso se reinventar, e pode ser um tiro no escuro, não sabemos quem receberá essa bala.

Quanto ao rejuvenescimento de personagens, não é de hoje que a fábrica do entretenimento faz esse prodígio. Os coroas Tom Cruise, Will Smith, George Clooney e Tom Hanks sempre fazem par romântico com moças que poderiam ser suas filhas e por que não com mulheres de suas idades? Um caso a se pensar.

No caso do Homem-Aranha, deveriam ter mudado o nome para Menino-Aranha, pois o Aranha nunca foi tão criança, em voz, em atitude e no todo do filme. E o que dizer da Tia May, ela rejuvenesceu, pelo menos 40 anos. A nossa concepção de Tia May era aquela tia-avó, querida, uma mãezona que cuida do sobrinho como se fosse seu filho. Marisa Tomei  é a nova gatinha, Tia May, que poderia ser uma irmã mais velha de Peter Parker.

Homem-Aranha – De Volta ao Lar é tão leve que não existe uma grande empolgação em momento algum. É apenas “passável”. O ator Tom Holland é bem simpático, o seu Peter Parker/Homem Aranha é bem crível com a sua idade, que pode venerar os heróis e, melhor, ser um deles, dividindo com o tempo na escola e as novas paqueras.

Um dos grandes acertos da produção foi o de colocar uma negra como o interesse amoroso de Peter, pois esse papel sempre é para a “branquinha”. Michael Keaton já foi o Batman, em décadas passadas e voltou triunfante em Birdman, em que interpretava um ator decadente, onde já tinha sido um grande ícone da cultura pop e, agora, ele é o vilão Abutre. Tudo a ver com o seu passado BB (Batman/Birdman) e, claro, nada é por acaso, uma pena que o seu Abutre não rende o que deveria render, mas já é boa presença.

Tudo na história combina com um público mais jovem, criança mesmo. O andamento das tramas, não existe subtrama, é toda engraçadinha, não que isso seja mal, mas cansa. E, ainda, em momento crucial, cenas de ação/luta feitas no breu, bem escuras, que não são nada interessantes. Até a inserção do Homem de Ferro na história não flui totalmente, é engraçado, mas há algo entroncado. Talvez seja problema de roteiro, com certeza virão mais histórias por aí. Mas o filme não é ruim porque é “leve”, ele nos pega pelos ótimos atores em cena, pelas situações engraçadas, pela escola e pelos amigos de Peter Parker, pelo carismático protagonista e, também, por ser um filme que não esconde o seu público alvo. Você pode se divertir, mas o Aranha não é nenhum aluno do Professor Xavier ou filho de uma Amazona, infelizmente. Ah, não se esqueçam das duas cenas pós-créditos.

Nota do CD:

[Rating: 2.5/5]

Sinopse:O garoto Peter está começando a saber como é a vida de super herói de verdade, o Abutre está amedrontando a cidade, e o herói percebe que não será fácil vencê-lo.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Ação
Direção: Jon Watts
Roteiro: Stan Lee, Steve Ditko
Elenco: Abraham Attah, Angourie Rice, Bokeem Woodbine, Donald Glover, Garcelle Beauvais, Gwyneth Paltrow, Hannibal Buress, Jacob Batalon, Jon Favreau, Kenneth Choi, Laura Harrier, Logan Marshall-Green, Marisa Tomei, Martin Starr, Michael Chernus, Michael Keaton, Michael Mando, Robert Downey Jr., Selenis Leyva, Tom Holland, Tony Revolori, Tyne Daly, Zendaya
Produção: Amy Pascal, Kevin Feige
Fotografia: Salvatore Totino
Montador: Dan Lebental, Debbie Berman
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Duração: 133 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 06/07/2017 (Brasil)
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Columbia Pictures / Marvel Studios / Pascal Pictures
Classificação: 12

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Categoria: Detalhando, Em Cartaz, Heróis, Resenhas de Filmes, Vavá Pereira

Sobre o autor ()

Um publicitário que ama os filmes desde que nasceu. De Closer a O Senhor dos Anéis, de Uma Linda Mulher a O Poderoso Chefão. Sim, eu amo Julia Roberts! Gosto de quem gosta dos filmes que gosto, mas gosto mais ainda de quem não gosta, pois uma boa discussão não faz mal a ninguém.

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