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[Resenha/Crítica]: Kong – A ilha da caveira

No universo cinematográfico os monstros começaram a aparecer desde seus primórdios. Das obras inspiradas no gótico europeu, que traziam seres de outro mundo, como Drácula ou Frankestein, até aqueles que eram humanos, mas possuíam a monstruosidade dentro de si, como em Dr. Jekyl e Mr. Hyde.

Em 1933, mais um “monstro” poderia ter entrado no hall de seres que estão na Terra para fazer o mal, mas, em King Kong, um macaco feroz, mas que possuía sentimentos quase humanos. A reflexão do longa dos anos 1930 se tornou até que ponto a nossa irracionalidade não é maior do que a de um bicho, um monstro selvagem.

Em Kong, A ilha da caveira não é diferente. Vê-se na obra de Jordan Vogt- Roberts (Reis do verão, 2013) o paralelo entre a violência humana, como as pessoas elegem seus inimigos de maneira arbitrária, sem ao menos buscar entende-lo primeiro, enquanto um macaco gigantesco, e ,aparentemente, violento pode possuir uma ética própria.

Essa reflexão é proposta, principalmente, através da personagem de Samuel L. Jackson, o tenente Packard. O militar, viciado na adrenalina da guerra, na destruição de algum inimigo, representa a sede corporativa de mascarar seus interesses através da construção de uma vilania inexistente. O filme peca em alguns exageros e maniqueísmos extremos do tenente, mas compensa quando mostra soldados indecisos, que não sabem se seguem o que acreditam ou se respeitam cegamente a hierarquia de seu superior.

Contudo, depois de três versões de King Kong (além do de 1933, os longas homônimos de 1976 e 2005), o que poderia ser trazido de novo para uma história que já foi tão contada? A ideia do filme é focar o interesse das personagens na ilha onde Kong vive. Os pesquisadores buscam provar que seres de “outro mundo” existem. Esse universo e a forma como ele é explorado no longa trazem essa nova visão.

O trunfo da obra é a maneira como os aspectos são desenvolvidos na narrativa. Desde o prólogo do filme, vê-se a proposição de expor uma imensidão daquele mundo ficcional através de uma profundidade de campo grande, explorando bem o que a ferramenta do 3D pode dar ao cinema, podendo fazer com que o espectador, nos primeiros minutos de exibição mergulhe naquele mundo. O prólogo citado pode despertar curiosidade, tanto de quem são as personagens que estão nele, quanto de que maneira a ilha funciona.

A introdução do filme pode exigir certa paciência, principalmente, para aqueles acostumados com o gênero do filme. Isso porque se iniciam os costumeiros diálogos expositivos, ditos numa velocidade alta, para explicar tudo o que vai acontecendo no longa. Os diálogos subestimam a capacidade do espectador de entender com o que será visto depois, sendo, muitas vezes até redundante e repetitivo.

Randa, a personagem de John Goodman, por exemplo, diz que existem monstros e que o acharam louco por dizer isso, uma quantidade vezes desnecessárias, a primeira vez que ele comenta já seria mais do que suficiente para o público entender. Fora isso, até chegar na ilha, todo lugar que as personagens vão, são mostradas no centro da tela com letras grandes e vermelhas. Pode ser uma tentativa de estilo, mas que dá a impressão, mais uma vez, de tratamento exageradamente explicativo para a plateia.

Fora isso, não há mais incômodos no filme. O diretor mostra uma regência competente ao conduzir os acontecimentos de maneira bem construída. Existe uma preocupação com o mise en scène que não se vê comunmente em blockbusters. As personagens e os objetos estão localizados estrategicamente em lugares previamente pensados. Quando alguém está em perigo, rapidamente se percebe porque ela está localizada no ponto de fuga, no lugar mais expressivo de o espectador olhar. Quando Samuel L. Jackson está no comando da situação ele sempre está posicionado mais na frente de seus soldados, expondo sua força em relação a eles.

A montagem casa bem com a decupagem de planos. Os enquadramentos expressam diversas informações que a obra parece buscar expressar. Os planos mais abertos, muito utilizados no filme, destacam a soberania da ilha em relação aos seres humanos, pequenos de tamanho, de força. É a mensagem de que natureza reina no mundo, expressa de maneira hiperbólica. A montagem, acelerada nas cenas de ação, dão um dinamismo aos acontecimentos. Existe um sinc entre a banda sonora, que é composta de diversas canções de rock conhecidas (como Long cool woman in a black dress, do The hollies), e a montagem, trazendo força para os cortes escolhidos e também para as explosões, para as mortes. A música casando com o que ocorre em cena, também expõe a grandiosidade da cena, a medida que a batida da canção é seguida por movimentos, deixando os planos mais orgânicos.

Tanto o mise en scene, como a montagem e as escolhas de enquadramento, servem também para fazer crescer o suspense do filme. Na Ilha da caveira, tudo pode acontecer, o perigo é iminente e só se pode ter certeza de estar salvo estando fora dela. Os planos mais longos, quando é noite na ilha, podem trazer certa ansiedade para quem assiste, uma sensação de falta de segurança.

Além dos diálogos expositivos e repetitivos, há certa falta de profundidade no desenvolvimento das personagens. Somente o papel realizado por John C. Reilly consegue carregar uma forte tridimensionalidade. Há em Hank Marlow um misto de tristeza e comicidade que podem despertar forte empatia do público. O seu passado é trazido e contado de maneira sutil, deixado aos poucos ao longo da trama. O resto das personagens parecem possuir personalidades parecidas, com pouca subjetividade.

O filme consegue trazer de maneira habilidosa elementos que formam uma construção de mundo imaginário elaborada, ao mesmo tempo que se utiliza bem do privilégio financeiro do blockbuster ao seu favor, por explorar os aparatos técnicos do cinema em pro da construção narrativa.

Nota do CD:

[Rating:3/5]

Sinopse: Longe de tudo e todos que podem os ajudar, uma equipe se aventura no território do poderoso Kong, dando início à maior das lutas entre o homem e a natureza. Quando sua missão de descoberta se transforma em uma missão de sobrevivência, a equipe deve lutar para escapar de um paraíso primitivo ao qual a humanidade não pertence.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Título no Brasil: Kong – A Ilha da Caveira
Título Original: Kong: Skull Island
Ano de Lançamento: 2017
Gênero: Ação / Aventura
País de Origem: EUA
Duração: 120 minutos
Direção: Jordan Vogt-Roberts
Estreia no Brasil: 09/03/2017
Estúdio/Distribuidora: Warner Bros. Pictures
Idade Indicativa: 12 anos
Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly, John Goodman, Corey Hawkins, John Ortiz, Tian Jing, Toby Kebbell, Jason Mitchell, Shea Whigham

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Categoria: Detalhando, Em Cartaz, Hilda Lopes Pontes, Resenhas de Filmes

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