[Resenha/Crítica]: Estrelas Além do Tempo

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures no original, que literalmente significaria “Figuras Escondidas” e casaria muito melhor com o filme) tem estréia prevista para 2 de Fevereiro e recebeu, no último dia 24, três indicações ao Oscar. Dentre elas, a cobiçada estatueta de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer e Melhor Roteiro Adaptado. Dirigido por Theodore Melfi, que também esteve à frente de “Um Santo Vizinho – 2014”, procura contar detalhes de uma história escondida nos anais dos USA.

Só de imaginar que, em 1961, a NASA empregava várias Mulheres em seu quadro de funcionários e que muitas delas eram Negras, pode soar como algo falso aos nossos ouvidos. Não porque isto é um fato que não caberia ocorrer (muito pelo contrário) mas justamente em função do nosso conhecimento da história preconceituosa que os Afro-americanos tiveram nos Estados Unidos. Muitos dos Estados mantinham leis altamente rígidas quanto à segregação.

Pois é justamente neste cenário que encontramos a história real de algumas das mulheres mais inteligentes e vencedoras que passaram pela NASA. Algo praticamente desconhecido por muitos, é transformado em película pelo diretor e também roteirista Theodore Melfi.

Agora, pensar que a situação envolvendo o preconceito racial era diferente dentro desta conceituada instituição é um devaneio. Trabalhando como “computadores humanos” estas mulheres atuavam nos bastidores de forma totalmente isolada e mantendo todos aqueles preceitos de segregação já citados.

O que brilha aos olhos em Hidden Figures é como, através de muita luta silenciosa usando o conhecimento como arma dominante, estas garotas vão ganhando seu espaço (mesmo que pequeno ou secundário) dentro daquele universo masculino e discriminante.

Com destaque para a excelente Taraji P. Henson (interpretando Katherine Johnson) que entrega uma atuação justa como uma das principais responsáveis em levar e trazer o primeiro Americano com êxito ao Espaço, vemos como a matemática consegue dirimir as diferenças entre aqueles seres e promover o êxito de pessoas que não teriam a menor chance de se destacar naquela época e local.

Também é marcante a atuação de Janelle Monáe, uma atriz que vem ganhando destaque em produções recentes mostrando que, além de ser uma cantora renomada, também entrega atuações dignas de nossa lembrança. Já a Indicada ao Oscar Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) incrivelmente não é a figura coadjuvante que mereceria estar entre as cinco atrizes que disputarão o prêmio. Sua atuação não é tão marcante e a própria já esteve bem melhor em outros trabalhos.

Nota do CD:
[Rating: 3.5/5]

Sinopse: No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas – formada exclusivamente por mulheres afro-americanas – da NASA provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história estado-unidense e se tornando verdadeiras heroínas da nação.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Direção: Theodore Melfi
Roteiro: Theodore Melfi (roteiro), Allison Schroeder (roteiro), Margot Lee Shetterly (livro)
Trilha Sonora: Hans Zimmer, Pharrell Williams
Diretor de fotografia: Mandy Walker
Diretor de Arte: Jeremy Woolsey
Gênero: Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 127 minutos

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Categoria: André Leporati, Detalhando, Drama, Gênero, Oscar, Resenhas de Filmes

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