[Resenha/Crítica]: Até o Último Homem

Mais um filme religioso, do religioso Mel Gibson.

Na história de Até o Último Homem, baseada em fatos da vida do soldado Desmond T. Doss, que se recusa a usar armas, por convicções religiosas e, foi assim que salvou mais de 70 homens na Batalha de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial. Pensando friamente, nos perguntamos o que ele estaria fazendo ali sem armas. O diretor Mel Gibson (Coração Valente) , com seu histrionismo, nos responde com imagens sem nenhum tipo de restrição. Entrelinhas não existem no seu vocabulário. Nas cenas de guerra, são cabeças rolando, corpos despedaçados, muitos cadáveres e grandes ratos. Espetacularização da carnificina. Mel Gibson na mesma escola de direção de Angelina Jolie. Até um chute em uma granada no ar precisamos ver. E, nos créditos finais, temos mais cenas desnecessárias, acrescentando em nada ao que já foi apresentado.

Depois de dez anos sumido das direções cinematográficas, ele, que fez pouca coisa relevante como ator, volta como sabe ser: gospel e sanguinolento. Mel Gibson, o ator, foi um dos maiores astros do cinema, principalmente pelas franquias Máquina Mortífera e Mad Max, que fizeram grande sucesso na década de 80. Mel Gibson, o diretor, viu que tinha chance na nova carreira, em seu segundo filme, Coração Valente, abocanhou 6 estatuetas do Oscar, inclusive melhor diretor. E daí pra cá percebeu como queria o seu cinema. Histórias de redenções com grandes pontuações religiosas, vide A Paixão de Cristo, Apocalypto e, agora, Até o Último Homem. Não esquecendo que tudo precisa ser mostrado, nada podendo ficar na introspecção, sutileza não é o seu nome. Uns amam, outros nem tanto. Sempre quando vejo seus filmes, a primeira palavra que vem a minha cabeça é “precisava?” e a segunda é “pra quê?”. Mas o certo é que a indústria hollywoodiana o ama de verdade e essa poderá ser a sua nova glória, eu nem duvido que ele possa ser novamente laureado com mais um “careca dourado”. Como nos seus outros filmes, aqui tudo é pensando para emocionar e impactar, de forma pejorativa ou não. Novamente, uns amam. Mel Gibson é assim e fim de papo. Apesar do grande exagero em sua direção, ele traz ótimo desempenho de todo o seu elenco. Incluindo um bom salto na carreira de Vince Vaughn (De Repente Pai), que sempre acreditei em seu talento.

Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha 2), que concorre ao Oscar de ator, luta por seu papel, mesmo em cenas um tanto clichês e inverossímeis e, verdade seja dita, o rapaz está muito bem. Ele é a força que move o filme, com nuances de fragilidade. Desde o início, como um rapazinho inocente, até o homem, com convicções de fé inabaláveis e grande altruísmo. Andrew é o próprio “soldado em batalha sem armas”. Ele está numa única linha de interpretação. Sublime e sereno. Por isso, não se assustem se ele for o grande vencedor da noite do Oscar.

Nota do CD:

★★½☆☆

Sinopse:Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Abdrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Biografia
Direção: Mel Gibson
Roteiro: Andrew Knight, Robert Schenkkan
Elenco: Andrew Garfield, Ben O’Toole, Benedict Hardie, Firass Dirani, Goran D. Kleut, Hugo Weaving, James Mackay, Luke Bracey, Luke Pegler, Matt Nable, Milo Gibson, Nathaniel Buzolic, Ori Pfeffer, Rachel Griffiths, Richard Roxburgh, Robert Morgan, Ryan Corr, Sam Worthington, Teresa Palmer, Vince Vaughn
Produção: Bill Mechanic, Brian Oliver, Bruce Davey, David Permut, Paul Currie, Terry Benedict, William D. Johnson
Fotografia: Simon Duggan
Montador: John Gilbert
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 139 min.
Ano: 2016
País: Austrália / Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 26/01/2017 (Brasil)
Distribuidora: Diamond Films
Estúdio: Argent Pictures / Cross Creek Pictures / Demarest Media / Hacksaw Ridge Production / Icon Productions / Pandemonium / Permut Presentations / Vendian Entertainment
Classificação: 16 anos

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Categoria: Detalhando, Drama, Em Cartaz, Guerra, Resenhas de Filmes, Vavá Pereira

Sobre o autor ()

Um publicitário que ama os filmes desde que nasceu. De Closer a O Senhor dos Anéis, de Uma Linda Mulher a O Poderoso Chefão. Sim, eu amo Julia Roberts! Gosto de quem gosta dos filmes que gosto, mas gosto mais ainda de quem não gosta, pois uma boa discussão não faz mal a ninguém.

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