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Outcast – Primeira Temporada

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Possíveis spoilers à vista!

Possessões demoníacas, exorcismos, embates espirituais e religiosos são temas recorrentes em produções de terror para cinema e TV, muitas delas, inclusive, bem repetitivas, enfadonhas e cada vez menos assustadoras, tamanha obviedade dos truques e traquejos cinematográficos aglomerados nesses filmes/séries sem muita credibilidade. E por falar em credibilidade, falemos também em crença. Principalmente porque é a crença no inimaginável a chave que liga o medo dentro da gente. Isso ficou bem claro para mim quando eu assisti A Chave Mestra, filmaço do diretor Iain Softley (Coração de Tinta, K-Pax), com Kate Hudson (Quase Famosos) sendo testada até os nervos numa trama macabra e assustadora.

O ponto mais relevante da trama de Outcast, nova série dos criadores de The Walking Dead, incluindo o próprio autor da HQ homônima, Robert Kirkman, talvez seja exatamente este: a fé no que transcende a nossa razão nos torna vulneráveis ao desconhecido – principalmente quando se trata de algo sobrenatural.

O plot de Outcast acompanha Kyle Barnes, interpretado por Patrick Fugit (Quase Famosos, Garota Exemplar) e sua jornada, desde a infância, para compreender porque tantas pessoas, ao seu redor, manifestam possessões demoníacas (começando por sua própria mãe e culminando numa cidade em peso). O elenco da série conta também com Brent Spiner (O Aviador, Independence Day: O Ressurgimento), Kate Lyn Sheil (Você é o próximo), Reg E. Cathey (House of Cards, The Wire), Wrenn Schmidt (Boardwalk Empire),  Kip Pardue (Duelo de Titãs) e Philip Glenister (Bel Ami: O Sedutor). O Cinemax, canal que exibe a série nos EUA (no Brasil os episódios são exibidos na FOX), renovou Outcast três meses antes da estreia da primeira temporada, o que representa um grande fôlego de credibilidade, mas também uma grande responsa para os produtores. Vejamos porque foi uma decisão precipitadamente acertada!

O isolamento que marca o protagonista Kyle é extremamente cru e dolorido, mais se assemelha à uma autopunição, principalmente porque é a sua forma de se manter em paz, longe das pessoas que ele acredita poder machucar e igualmente distante dos demônios que lhe traz à memória lembranças do passado que ainda não foram bem compreendidas por ele. É quando o Reverendo Anderson (Glenister) o convoca para ajudar num aparente caso de possessão, que seu temor pelo passado vem à tona. A partir daí, ambos começam a entender melhor suas habilidades, questionar suas crenças e identificar a missão que lhes cabe naquela comunidade. Aliás, não só a relação Barnes x Anderson desenvolvem esse nível de profundidade, mas todas as personagens principais são trabalhadas com atenção, os links entre elas são bem explorados e suas ligações e ações repercutem conseqüências significativas para o enredo.

Há uma diferença peculiar entre Outcast e algumas séries que surgiram junto com ela com temas similares, como Damien e The Exorcist, por exemplo, e é justamente aquela estranheza, não-óbvia, incômoda, que muitas vezes não se explica e não revela. É ponto afiado do roteiro trabalhar com possessões sutis em personagens ordinárias, maldades aparentemente comuns e comportamentos duvidosos toleráveis por qualquer sociedade. Ao mesmo tempo que o mal se personifica na série (Spiner), ele anda entre as pessoas como um cidadão de bem, aquele velho diabo disfarçado que achamos que não existe, truque antigo e sorrateiro, que funciona muito bem quando quem escreve e produz, sabe reconhecer um elemento chave para uma trama concisa e intrigante.

O ritmo da direção certamente não agradará a todos, pois tudo é processado muito lentamente, como na própria TWD, intercalado por ápices de terror bem elaborados e realmente impactantes (só nessa temporada, de dez episódios ao todo, cinco cenas ainda estão bem vivas em minha mente). Até a abertura e a direção de fotografia de ambas as séries me soam bem parecidas, o que pode soar como repetição, mas, por outra ótica, também se configura como marca, traço, linguagem e estilo.

Quando do período do lançamento do projeto, declarou Kirkman em comunicado oficial: “Outcast tem sido um projeto que tenho feito apaixonadamente por muitos anos. Ver ele tomar forma desse jeito tem sido emocionante para mim. É maravilhoso fazer tudo isso no Cinemax, que nos dá uma liberdade criativa que chega a me assustar de vez em quando.”

Se a liberdade criativa de Robert Kirkman “chega a assustá-lo de vez em quando”, que diremos nós, meros espectadores, e o que devemos esperar da materialização do imaginário deste senhor e seus colaboradores? É crer para ver!

 

Trailer da Série:

Categoria: Resenhas de Seriados, Teco Sodré

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