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[Resenha/Crítica]: Sing Street

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O diretor, roteirista e compositor irlandês John Carney tem apreço por filmes musicais. Já são três na filmografia. Apenas Uma Vez (2007) e Mesmo Se Nada Der Certo (2013) conjugam com habilidade histórias passadas na cena musical, trilhas agradáveis aos ouvidos e boas sequências onde tristezas e alegrias se confundem sempre em ritmo de superação. É uma fórmula – deliciosa e bem executada, diga-se. Fórmula essa que parece ter encontrado seu ápice no mais recente trabalho do autor: Sing Street (2016).

Em Sing Street, voltamos a Dublin do meado dos anos oitenta. Uma cidade pintada em cores desbotadas, imersa numa crise econômica aonde boa parte da população vive sem perspectiva e o sonho de todo jovem é imigrar para a vizinha Londres. Famílias antes tradicionais sofrem com o panorama sombrio e a iminente perda de status social. É o caso de Conor (Ferdia Walsh-Peelo), um garoto de quinze anos obrigado a trocar seu elegante colégio jesuíta por um instituição cristã de baixa reputação.

Como não poderia deixar de ser diferente, em casa as coisas vão mesmo de mal a pior… O imóvel da família será colocado a venda e seus pais brigam constantemente por desconfiança conjugal. Na nova escola Conor se vê imediatamente a volta com valentões e a implicância diária da direção representada por um religioso linha dura. O garoto encontra alento nas conversas existenciais com o irmão mais velho, Brendan (Jack Reynor), um entusiasta de música e rebelde por natureza.

O cotidiano pálido de Conor ganha cores quando conhece a bela Raphina (Lucy Boynton). Um ano mais velha, com olhos azuis como o céu, a garota mora num lar para jovens e almeja carreira de modelo na Inglaterra. Disposto a conquistar a mocinha, Conor a convida para participar do vídeo de sua banda – é anos oitenta e os videoclipes de bandas como Duran Duran estão em alta. Mas o detalhe é que o rapazinho sequer tem uma banda, toca muito pouco e nunca escreveu uma música.

É quando Sing Street cresce. Cresce tanto ao ponto de brotar diversas vezes aquele belo sorrisão no rosto.

Com o irmão Brendan de mentor, dando o caminho das pedras e apresentando ao garoto de David Bowie a The Cure, Conor traz sua intensa paixão por Raphina para as letras ao ponto em que amadurece com as experiências diárias. A relação com os garotos da banda também é bonita, em sua maioria deslocados como o próprio Conor. Na amizade e admiração que nutrem um pelo outro enquanto se descobrem como músicos, Sing Street emoldura todo o valor da amizade e confiança durante o processo criativo.

Às vezes penso que o roteiro de John Carney poderia enfocar mais sobre o evidente conflito entre classes. Visto que Conor conheceu quinze anos de uma vida burguesa enquanto Raphina é fruto de um lar operário com mãe internada em hospital psiquiátrico e pai alcoólatra. Mas por outro lado a ideia geral é de que o estado das coisas em Dublin era mesmo ruim para todos. Sing Street, então, vai aos poucos decantando a ternura dessa hostilidade usando as descobertas dos personagens como uma espécie de sifão.

As canções compostas pelo diretor, e cantadas pela garotada enquanto fazem vídeos amadores em profusão, trazem a tona o permanente misto de melancolia e felicidade que pontuam a sua obra. É o “triste-feliz” citado pelo nosso protagonista em determinado momento e que encanta enquanto visto como alimento para viver a plenitude de um momento feliz… Encanta também em ver como a música vai transformando tudo em sua volta.

A metamorfose de menino para homem passa pelo tom infantil da primeira canção, “The Riddle of the Model”. Se encaminha naturalmente para as tocantes “Up” e “To Find You”, repletas de poesia inerente a descoberta da paixão. E não demoram a encontrar a contestação nas empolgantes “Drive It Like You Stole It” e “Brown Shoes”. É inegável a bela playlist original de Sing Street (está no meu spotify desde então), no entanto, está muito longe de ser apenas isso – experiência musical. É um filme sobre amadurecimento raro. Singelo e repleto de momentos especiais leva o espectador por uma viagem de volta as mais tenras lembranças.

Nota do CD:
[Rating: 4.5/5]

Sinopse: Dublin, anos 1980. Um adolescente se apaixona por uma garota mais velha e para se aproximar dela o jovem lhe pede para participar do clipe de uma música. Mas a questão é que ele nem tem banda e precisa, às pressas, formar um grupo musical.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Título Original: Sing Street
Direção: John Carney
Elenco: Lucy Boynton, Aidan Gillen, Maria Doyle Kennedy mais
Gêneros Comédia dramática, Musical
Nacionalidades Irlanda, Reino unido, Eua

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Categoria: Celo Silva, Detalhando, Musical, Resenhas de Filmes, Romance

Sobre o autor ()

Teve sua aurora cinéfila no final dos anos oitenta. Pelos entremeios dessas experiências conheceu filmes como O Clube dos Cinco e o O Selvagem da Motocicleta. Ambos o fizeram perceber o Cinema como algo que pode transcender a simples diversão. E por esse delicioso caminho vem num constante aprendizado sobre cinematografia e seus afins.

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