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[Resenha/Crítica]: Café Society

café

Ao entrar na sessão de Café Society, fui perguntado sobre o enredo do filme e me dei conta de que estava ali, apenas, por saber que se tratava da nova obra de Woody Allen. Não tinha ideia da sinopse e nem noção do elenco completo, mas, no fundo, sabia que valeria o ingresso. Costumo brincar entre amigos: “Até quando Woody erra, ele acerta”. Quem me conhece, e conversa comigo sobre filmes, já deve ter me ouvido falar essa frase. O diretor vive altos e baixos desde que tomou para si, mesmo que não fale sobre isso oficialmente, a missão de lançar uma produção por ano. E dessa situação caímos em mais uma frase, que costumo soltar sobre ele: “Com Woody não tem dois erros seguidos e geralmente é ano bom, ano fraco”. Como ano passado tivemos, o questionável, O Homem Irracional, as minhas expectativas eram altas com Café Society.

Na trama, de Café Society, somos apresentados a um jovem, que aspira uma vida de sucesso em Hollywood, e se muda de Nova York, acreditando que pode ser ajudado pelo seu tio, um famoso produtor de cinema, que sempre muito ocupado, pede que sua secretária particular apresente a cidade ao rapaz. Com pouco tempo de convívio, ele se percebe apaixonado pela garota, que logo lhe diz estar envolvido em um relacionamento, que pode tornar a situação de todos um pouco confusa.

Café Society não é uma obra impecável e possui alguns erros que andam se repetindo nas recentes produções de Woody Allen. Não podemos deixar de perceber um certo desgaste criativo do diretor, que em alguns momentos demonstra apenas estar remontando filmes com situações, que já tivemos a oportunidade de ver anteriormente em suas próprias obras. Não quer dizer que isso torne a película ruim, mas quando temos um público cativo e fissurado, com certeza somos cobrados de maneira diferente. O roteiro, infelizmente, se torna previsível e sabemos muitos dos desfechos das diversas tramas apresentadas. Inclusive, temos, desde o começo, a sensação do erro que ele comete ao investir bastante tempo no desenvolvimento do irmão do protagonista, que é um gângster, que gera uma ou duas piadas interessantes, mas nada acrescenta à obra. Parece mesmo que foi fruto de anotações engavetadas de Allen e que ele quis aproveitar em algum momento da vida.

A questão é que apesar de seus problemas e, até mesmo, ineficácia em seu desenvolvimento, Café Society carrega consigo uma mensagem muito forte, que apesar de retratada nos anos trinta, ainda é muito atual, principalmente quando as relações, muitas vezes, são tratadas como descartáveis. A modernidade colocou na mente, das pessoas, o sentimento de que o amor pode ser algo perigoso e que é preciso existir o jogo da conquista, onde um estará sob o domínio do outro. A vida, sempre, irá exigir que as pessoas tomem decisões e muitas delas podem afetar diretamente a situação amorosa de alguém. Seja um trabalho distante, um curso no outro lado do oceano, um relacionamento sem grandes perspectivas de vida ou qualquer decisão mais simples e que possa colocar uma dúvida na cabeça de alguém. A verdade, que Café Society, nos mostra é que as nossas decisões podem nos levar a uma vida feliz, mas ao mesmo tempo incompleta. Você pode vir a se casar, ter filhos, status e situação financeira confortável, mas pode carregar, para sempre, o peso de não estar ao lado da pessoa que sempre amou. Aquela pessoa que você sempre irá se lembrar quando algo de bom lhe ocorrer ou quando algo simples acontecer. Aquela pessoa que lhe marcou.

O trio de protagonistas faz um bom trabalho. Conforme esperado por todos e por todos os trabalhos que já realizou, era nítido que Jesse Eisenberg (A Rede Social, Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça) entregaria uma atuação afetada, insegura e ansiosa como as de Woody Allen, quando ele ainda protagonizava suas produções. Nem mesmo a mudança comportamental do personagem atingiu diretamente o trabalho do ator, porém, por outro lado, as mudanças do roteiro atingiram, e muito, o trabalho de Kristen Stewart (Na Estrada, The Runaways: Garota do Rock) , que inicia a produção soando muito interessante e cativando o espectador, mas que, após uma dessas decisões da vida, reaparece com um comportamento mudado e não ganha tempo suficiente para justificar suas atitudes. A atriz ficou assim em uma espécie de limbo onde foi desenvolvida de uma forma, mas não foi desconstruída adequadamente. Agora, quem se destaca mesmo é Steve Carell (Amor a Toda Prova, O Verão da Minha Vida), que foi capaz de cativar e humanizar um personagem extremamente egoísta e com tudo montado para ser detestado. O trio, competente, é um ponto forte de Café Society, que peca ao subaproveitar a estrela em ascensão Blake Lively (Águas Rasas, Atração Perigosa), que entra e sai da película sem grande destaque ou nem mesmo uma cena interessante.

Mesmo não sendo unânime, mais uma vez posso dizer que Woody Allen acertou. Café Society tem uma das mensagens mais interessantes que vi neste ano, se não cometesse seus deslizes entraria, facilmente, para o hall de grandes produções. Merece ser conferido.

Nota do CD:
[Rating: 3.5/5]

Sinopse: Jovem rapaz se muda de Nova York para Hollywood com o intuito de ingressar na indústria cinematográfica hollywoodiana ao lado de seu tio, mas acaba se apaixonando pela secretária dele, que por sua vez vive uma conturbada relação com um misterioso homem casado.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Anna Camp, Armen Garo, Blake Lively, Corey Stoll, Craig Walker, Don Stark, Edward James Hyland, Gregg Binkley, James Thomas Bligh, Jeannie Berlin, Jesse Eisenberg, Judy Davis, Kaili Vernoff, Kelly Rohrbach, Ken Stott, Kenneth Edelson, Kristen Stewart, Lev Gorn, Liz Celeste, Max Adler, Parker Posey, Paul Schackman, Paul Schneider, Raymond Franza, Richard Portnow, Richard R. Corapi, Sari Lennick, Saul Stein, Sebastian Tillinger, Shae D’lyn, Stephen Kunken, Steve Carell, Steve Rosen, Steve Routman, Tom Kemp, Tony Sirico
Produção: Edward Walson, Letty Aronson, Stephen Tenenbaum
Fotografia: Vittorio Storaro
Montador: Juliet Taylor, Patricia Kerrigan DiCerto
Duração: 96 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 25/08/2016 (Brasil)
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Gravier Productions
Classificação: 12 anos

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Categoria: Detalhando, Drama, Em Cartaz, Resenhas de Filmes, Tiago Britto

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Comentários (1)

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  1. Karoll Cerqueira disse:

    Esse filme lembra um pouco de La La Land

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