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Stranger Things – Primeira Temporada

StrangeThings

Depois de uma não tão breve pausa, inegável que voltar a escrever uma resenha justamente sobre Stranger Things tem um gostinho especial. Isso porque a nova – e já cultuadíssima – série original Netflix trata de uma filmografia (a dos anos oitenta) da qual guardo, e praticamente boa parte do consciente coletivo cultural pop também, um carinho especial por fazer parte na formação como cinéfilo.

Desenvolvida pelos irmãos Matt e Ross Duffer, e com bastante influência do cineasta Shawn Levy, Stranger Things é uma mar de referências a ser pescado por saudosistas e descoberto por novos entusiastas. Os pôsteres de filmes hoje famosos, presos nas paredes, compondo parte da caracterização, dão o total tom do revival. A série abraça a citação e a alusão de um tempo e espaço sem medo. E talvez por isso seja tão particular a cada um que assiste a sensação de nostalgia que promove.

Dividida em oito capítulos, Stranger Things acompanha o cotidiano de uma cidadezinha bucólica envolvida no sumiço misterioso de um garoto. A abertura em letras garrafais invadindo a tela como num filme de John Carpenter convida a uma história onde o suspense sobrenatural e a aventura abrem espaço igualmente para paixões e ritos de passagem. O grupo de crianças protagonistas cativa na primeira cena quando estão perto de finalizar uma campanha de RPG. O temido Demogorgon, um personagem demoníaco do jogo, avisa que o mal não vai demorar a fazer expediente.

E Stranger Things também envolve os catadores de referências não só pelas inspirações, mas também por lidar com elementos caros aos Geeks de outrora. Creio não ser errado afirmar sobre tais referências serem pensadas sistematicamente. E confesso que isso me incomoda um pouco até certo ponto. É lindo ver a garotada caminhar na linha do trem e chegar num ferro velho como em Conta Comigo (1986). Menção mesmo inspirada. Cansativo e até meio bobo é depois notar que praticamente em toda parede de alguma casa os já citados pôsteres de filmes como Tubarão (1975) e Enigma de Outro Mundo (1983) surjam e ganhem closes forçados. Parece um detalhe expositivo desnecessário. Mas nada que atrapalhe o bom andamento da trama.

O menino sumido misteriosamente, Will (Noah Schnapp), é o mote principal, desencadeando uma busca por parte de seus amigos, de sua família e pelo xerife da cidade. O primeiro grupo é uma ternura só. O líder Mike (Finn Wolfhard) é o verdadeiro goonie. Curioso, dotado de forte senso de amizade, está mesmo determinado a encontrar o amigo desaparecido. Completam o time o galhofeiro Dustin (Gaten Matarazzo) e o sério Lucas (Caleb McLaughlin). A turminha aparenta dispersa no começo, mas não tarda a atingir o afinamento necessário para que compremos o afeto que nutrem um pelo outro. A completude do grupo se fecha com o aparecimento da enigmática Eleven (Millie Bobby Brown). A menina de cabeça raspada vai mudar suas vidas. É o agente desestabilizador da vida suburbana cotidiana de high school que levam.

Se o lado juvenil de Stranger Things se baseia nesse deslumbramento e medo natural pela nuance fantástica e aterradora de toda a coisa, o núcleo adulto se encontra na brutal melancolia da perda. A mãe de Will, Joyce (Wynona Rider), vai dá instintiva histeria provocada pelo sumiço do filho a uma determinação cega. No começo a choradeira da personagem incomoda, mas não demora até Wynona nos cativar com a força de sua Joyce. O xerife, Jim (David Harbour), é um sujeito imerso num eterno luto. E leva tal busca para o lado pessoal. Entre o juvenil e o adulto, a trama ainda pontua a juventude com dois ótimos personagens: Jonathan (Charlie Heaton) e Nancy (Natalia Dyer). O primeiro, irmão do desaparecido, é o típico deslocado. Talentoso, porém visto como freak. A segunda, irmã de Will, vive no eterno dilema de fazer ou não coisas que possam a definir como pessoa. De certa forma a dupla protege o dilema moral do embate entre bem e mal que norteia a série. Esse conflito também é um dos pontos altos.

Pela descrição dos personagens fica fácil notar os estereótipos marcantes comuns às produções dos anos oitenta. Há clichês a torto e a direito. Quase sempre conseguimos adivinhar o que vem a seguir. Mas a previsibilidade de Stranger Things não incomoda como deveria. Num ritmo de brincadeira bem bolada a série fascina quando debocha das opressoras autoridades governamentais. Fascina quando evoca a ingenuidade da amizade infantil. Fascina quando junta personalidades opostas em favor do bem comum, desdobrando o reflexo disso. Fascina principalmente quando percebemos não precisar ser necessariamente complexo para ser bom. E vai fascinar inclusive os mais exigentes com a parte estética. Alguns episódios guardam belos planos (desses para se pausar e admirar por alguns segundos); e trilhas originais e incidentais saborosas aos ouvidos.

Começando com a quebra do cotidiano suburbano de um Spielberg; transitando no romance juvenil, floreado com dilemas existenciais, de um John Hughes; passando pelo drama de suspense melancólico dos textos de Stephen King; e explodindo até mesmo com o gore gosmento de um John Carpenter, Stranger Things decanta suavemente seus diversos lugares comuns enquanto encanta o espectador nessa viagem a um passado audiovisual cada dia mais distante, repleto de saudosismo e de boas memórias. Ainda que tal passado seja povoado por um ou outro demônio.

Nota do CD:
[rating: 4/5]

Sinopse: Ambientada em Montauk, Long Island, conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.

Trailer da Série:

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Categoria: Celo Silva, Drama, Resenhas de Seriados, Suspense, Thriller

Sobre o autor ()

Teve sua aurora cinéfila no final dos anos oitenta. Pelos entremeios dessas experiências conheceu filmes como O Clube dos Cinco e o O Selvagem da Motocicleta. Ambos o fizeram perceber o Cinema como algo que pode transcender a simples diversão. E por esse delicioso caminho vem num constante aprendizado sobre cinematografia e seus afins.

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