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Capitão América: Guerra Civil

guerra

As pessoas discordam: é a matéria-prima de muitas histórias. É de onde vem o drama, o conflito, e quanto mais fortes forem as razões da discórdia, melhor a história. E o que acontece quando super-heróis discordam? Vimos um ensaio disso, algo que ficou só na promessa, em “Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça” do estúdio Warner Bros., centrado no embate entre os dois mais conhecidos heróis da editora DC Comics. Com “Capitão América: Guerra Civil”, chega a vez de o Marvel Studios oferecer a sua versão de um conflito semelhante. Porém, o Marvel Studios tem vantagens que o concorrente não tem: personagens estabelecidos e consolidados junto ao público, com quase uma década de preparação para essa história, e os realizadores da produtora conhecem e respeitam as suas criações, e têm uma visão clara do que querem fazer e para onde estão indo. O resultado é um épico super-heróico, capaz de alternar momentos sérios e divertidos, cenas de forte ressonância emocional e outras deliciosamente bobas que evocam o espírito das HQs.

Apesar de possuir a maior quantidade de super figuras por centímetro quadrado da tela – “Guerra Civil” parece o “Magnólia” (Magnolia, 1999) dos heróis – continua centrado em um único homem, o Capitão América interpretado por Chris Evans (Scott Pilgrim Contra O Mundo). Ele, e o seu caráter, são o motor da trama. Dando continuidade aos eventos do longa anterior do personagem, “Capitão America: O Soldado Invernal” (Captain America: The Winter Soldier, 2014), “Guerra Civil” se inicia com uma missão dos Vingadores que resulta em danos colaterais e mortes de civis. Esse acontecimento, somado à destruição vista em produções anteriores do Universo Marvel, forçam os governos do mundo a tentar regulamentar a atividade do super-grupo.

Um dos Vingadores aceita isso logo de cara: Tony Stark, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr. – O Juiz, Um Parto de Viagem). Mas Steve Rogers, o Capitão, rejeita a ideia. Ele não quer se colocado numa situação na qual dependa da aprovação de um comitê para agir; já Stark acha que, sim, os heróis devem tomar responsabilidade por seus atos. Rogers também é motivado por sua busca pelo amigo Bucky (Sebastian Stan – Cisne Negro), transformado no terrorista Soldado Invernal. Com o tempo, a rusga entre Capitão e Homem de Ferro causa uma divisão no grupo, e esse conflito passa a ser manipulado por uma terceira parte.

Essa terceira parte é o misterioso Zemo (Daniel Brühl – Rush: No Limite da Emoção), um personagem que traz para o centro da trama a noção de responsabilidade. É um tema que ainda não havia aparecido no Universo Marvel do cinema: ao longo dos anos nos acostumamos a ver as batalhas em grandes cidades sem vermos mortes de inocentes ou as repercussões desses conflitos. Era algo que não necessariamente se encaixava no espirito leve e bem humorado que caracteriza a maior parte dos filmes do estúdio. No entanto, os cineastas Anthony e Joe Russo – os mesmos de “Soldado Invernal” e os melhores diretores da Marvel – decidem, num lance corajoso, inaugurar a Fase 3 com um pouco mais de maturidade e com essa história baseada num conflito muito forte, inspirado no arco “Guerra Civil” dos quadrinhos. Aqui, há drama, porque não se pode dizer que nem Tony nem Steve estão errados.

É um dilema que traz um pouco de tridimensionalidade aos personagens, porque há sem dúvida um pouco de arrogância em ambas as partes. Tony Stark sendo egoísta e incapaz de trabalhar em equipe, isso já vimos – embora ele até esteja um pouco mais amadurecido aqui – mas a postura de Steve Rogers também não pode ser considerada arrogante, até um espelho da postura do seu país, sempre criticado por interferir em outros? O roteiro de “Guerra Civil” faz essas perguntas e até oferece algumas respostas, mas nunca esquece de que, frente a esse conflito, uma vitória completa é algo quase impossível. E o ponto de vista dos humanos “normais”, curiosamente, provém do vilão, que possui motivações fortes e em completa sintonia com o tema do filme.

Além desse dilema, que leva os personagens ao limite, os irmãos Russo não esquecem também do aspecto de espetáculo, e nesse quesito superam com folga Joss Whedon, diretor dos dois filmes dos “Vingadores”. Os Russos iniciam o filme continuando a mesma pegada de “Soldado Invernal”, filmando sequências de ação com uma montagem rápida, mas sempre evitando confusão visual, e fazendo de verdade, em frente à câmera, muitas das proezas super-heróicas. “Guerra Civil”, assim como “Soldado”, possui uma forte base de realidade, um “peso” que muitos filmes do tipo abandonam quando se transformam em festivais de cenas de computação gráfica.

E numa demonstração de segurança, os diretores mudam de tom numa cena crucial, a do aeroporto, na qual todas as pretensões de realismo são abandonadas e o público passa a acompanhar o mais divertido, absurdo e sensacional conflito entre super-heróis já visto nas telas, a luta entre os Vingadores divididos em “Time Homem de Ferro” e “Time Capitão América”. É como vê-los saindo do papel e ganhando vida. A equipe do primeiro é reforçada pelos dois novos personagens lançados pelo filme, o Pantera Negra e o Homem-Aranha. O Pantera é interpretado por Chadwick Boseman (Deuses do Egito) e sua participação na trama é dramática e carregada. Mais tarde ele ganhará seu próprio filme e o conheceremos melhor, mas aqui Boseman se mostra uma presença interessante o bastante para garantir o interesse do público.

Já o Aranha, vivido pelo jovem Tom Holland (O Impossível), é uma nova e sensacional visão do personagem. Realmente ele não tem função na trama e sua participação é apenas um teaser para o futuro novo longa do herói, mas nos breves minutos em que aparece o Aranha e Holland roubam o filme. O humor e irreverência do personagem das HQs são transmitidos com carisma e energia para o filme, ele “tieta” os outros heróis como nós o faríamos se estivéssemos no seu lugar, e até os momentos entre o jovem ator e Downey Jr. são divertidíssimos. É provável que esta se torne, no futuro, a versão definitiva do herói no cinema. E num aparte, também é preciso destacar a ótima participação do Homem-Formiga (Paul Rudd – Bem Vindo Aos 40), divertida e que explora o talento cômico do ator.

No fim, tudo se resume aos personagens: claro, vê-los em ação é legal, mas voltamos ano após ano a esses filmes porque nos afeiçoamos a aquelas pessoas, já os conhecemos e os consideramos nossos amigos. “Guerra Civil” consegue a proeza de ser carregado de personagens, mas dá a cada um deles, no mínimo, algo interessante para fazer. E ao desfecho, o espectador sente o impacto da disputa “filosófica” entre Steve e Tony, com direito até a alguns simbolismos visuais interessantes – como o que acontece com o “coração” da armadura do Homem de Ferro. O filme pega um velho clichê das histórias em quadrinhos, o fato dos heróis lutarem entre si, o adiciona a uma história dramática e dá fortes motivações aos personagens. Ao fazer isso, ele bagunça o status quo do Universo Marvel justo quando ele começava a cair na rotina – como o segundoVingadores já sinalizava – e abre novas possibilidades para o futuro. E fazer isso de forma tão equilibrada, dando igual atenção a temas adultos e momentos mais infantis, a ação motivada por personagens, e tendo que cuidar de tanta gente… Bem, isso também é uma façanha heroica. A Marvel também tem heróis do lado de cá das câmera

Nota do CD:
[Rating: 4/5]

Sinopse:
Depois dos eventos de Vingadores: Era de Ultron, Steve Rogers lidera o recém formado grupo de Vingadores em seus esforços contínuos para proteger a humanidade. Mas após outro incidente, envolvendo os Vingadores, resultar em danos colaterais, aumenta a pressão política para instalar um sistema de responsabilização, comandado por uma agência do governo para supervisionar e dirigir a equipe. O novo status quo divide os Vingadores, resultando em duas frentes – uma liderada por Steve Rogers e seu desejo de manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem a interferência do governo, e a outra que segue a surpreendente decisão de Tony Stark de apoiar a responsabilização e supervisão do governo.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Ação
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus, Jack Kirby, Joe Simon, Stephen McFeely
Elenco: Anthony Mackie, Chadwick Boseman, Chris Evans, Daniel Brühl, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Emily VanCamp, Frank Grillo, Jeremy Renner, Marisa Tomei, Martin Freeman, Paul Bettany, Paul Rudd, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Stan Lee, Tom Holland, William Hurt
Produção: Kevin Feige
Fotografia: Trent Opaloch
Montador: Jeffrey Ford
Trilha Sonora: Henry Jackman
Duração: 146 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 28/04/2016 (Brasil)
Distribuidora: Walt Disney Pictures
Estúdio: Marvel Entertainment / Marvel Studios

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Categoria: Heróis, Ivanildo Pereira, Resenhas de Filmes

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