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Resenha de filme: Godzilla (2014)

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Há um momento em Godzilla (2014) no qual o filme realmente fecha a porta na cara do seu publico. O Godzilla do título, o maior de todos os monstros do cinema, chega a San Francisco e se prepara para lutar contra outra criatura gigante. A cena é mostrada pelo ponto de vista de uma das personagens humanas do filme, e quando o espectador pensa que, finalmente, verá um pouco de ação entre os monstros… a porta do abrigo… no qual a personagem se refugia… se fecha e o confronto é adiado… mais uma vez.

godzilla-2014-movie-screenshot-roarEssa cena é emblemática por representar perfeitamente a estratégia adotada pela produção dirigida por Gareth Edwards e que constitui a segunda tentativa ocidental de levar Godzilla para o cinema – a primeira foi a desastrosa versão de 1998 dirigida por Roland Emmerich. Edwards evita fazer do seu filme um mero exemplar catástrofe e tenta fazer as coisas de praxe como “construir tensão” e “desenvolver personagens”. O problema é que essa abordagem só funciona ocasionalmente, e em vários momentos até prejudica o filme.

Edwards retorna ao início do mito de Godzilla nesta nova produção. Uma criativa sequencia de créditos de abertura mostra os testes atômicos dos anos 1950, aparentemente realizados para tentar destruir uma gigantesca criatura no oceano. Um dos testes é até datado de 1954, ano de lançamento do primeiro filme de Godzilla no Japão. Vale lembrar, o monstro surgiu como uma espécie de reação fantasiosa aos bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki no final da Segunda Guerra Mundial.

maxresdefaultA ação propriamente dita se inicia em 1999, quando dois cientistas – vividos por Ken Watanabe e Sally Hawkins – se deparam com um incidente numa mina nas Filipinas, enquanto o engenheiro atômico Joe Brody (Bryan Cranston) vê um estranho fenômeno destruir a usina japonesa na qual trabalha. 15 anos depois, Brody ainda procura explicações para o incidente. Com o tempo, ele se reúne a seu filho distante, Ford (Aaron Taylor-Johnson), e ambos presenciam o nascimento de uma criatura gigante denominada MUTO, uma sigla para organismo massivo terrestre. A única esperança de deter o monstro, enquanto este destrói o Japão e o Havaí, é outro monstro, aquele conhecido do cientista japonês como Gojira.

Lendo essa sinopse, tudo parece bem… No entanto, Godzilla 2014 é muito problemático, principalmente por transformar seu personagem-título, o verdadeiro “astro” do filme, num coadjuvante que surge aqui e ali e cuja presença só se faz sentir na meia hora final da projeção. O filme tem uma nítida influência spielberguiana, e é como se Gareth Edwards quisesse repetir em Godzilla a estratégia usada por Steven Spielberg em Tubarão (1975), outro dos grandes filmes de monstro da história do cinema.

Em Tubarão, limitado pela tecnologia da época que não lhe permitia mostrar o peixe assassino em toda a sua glória, Spielberg optou por revela-lo aos poucos e, na primeira hora do seu filme, desenvolver seus personagens humanos. E ele o fez de maneira exemplar: ao longo da história conhecíamos os medos do chefe Brody (cujo sobrenome batiza também o protagonista humano de Godzilla, e isso não é coincidência), além do temperamento machão do capitão Quint e as esquisitices de Matt Hooper. Gareth Edwards tenta fazer o mesmo no seu filme e reúne para isso um elenco notável – em qualquer outra produção um elenco como esse seria o real chamariz do publico.

Pena que o roteiro não consegue fazer o espectador se importar com nenhum dos personagens do filme. Chega a ser constrangedor ver uma cena completamente artificial, no início, entre Bryan Cranston e Juliette Binoche, que faz a esposa dele – curiosamente, a atriz foi convidada por Spielberg para atuar em Jurassic Park: Parque dos Dinossauros (1993), outra grande influência em Godzilla. Todo o elenco leva o material a sério e parece dar tudo de si, mas em vão, pois o roteiro só lhes dá figuras sem personalidades para representar. E o “herói” humano do filme é vivido de forma absolutamente inexpressiva por Taylor-Johnson. Ford presencia alguns eventos bem impressionantes ao longo do filme, mas permanece o tempo todo com a mesma cara de paisagem.

godzillaEle simplesmente não consegue competir com o Godzilla, por isso mesmo é uma pena que o filme faça tão pouco uso dele. Até os MUTOs têm mais tempo de tela que o monstro do título. Edwards tem reverência pelo Godzilla, mas escondê-lo, depois dele ter virado um ícone da cultura pop reconhecido em todo o mundo, chega a ser mesquinho da parte do diretor. Quando Godzilla aparece pela primeira vez e encara o MUTO no Havaí, o filme simplesmente corta para o dia seguinte à batalha, no qual vemos o aborrecido Ford tentando retornar à sua família. Sinceramente, quem vai ao cinema para ver Godzilla não quer ver muitas cenas de estratégias militares sendo planejadas ou personagens dizendo que se amam várias vezes, e o filme parece não compreender isso.

E isso é frustrante, porque há muitas qualidades em Godzilla. Este é o Godzilla pós-11 de setembro, pós-tsunami, pós-desastre de Fukushima, e o filme explora esses medos com cenas que remetem precisamente a esses eventos. Edwards concebe momentos visuais incríveis, como a cena dos paraquedistas saltando para a cidade destruída, deixando rastros de fumaça vermelha atrás de si – e num momento, a câmera assume o ponto de vista de Ford, dentro do capacete. A trilha de Alexandre Desplat é excepcional, verdadeiramente bombástica nas cenas de batalha, e os efeitos visuais e sonoros se mostram eficientes – embora, é verdade, o fato das grandes cenas de efeitos do filme se situarem à noite atrapalha a visualização da computação gráfica.

Essas qualidades acabam se sobressaindo na meia hora final do filme, quando Gareth Edwards, finalmente, deixa o espectador ver aquilo que pagou para ver ao entrar na sessão: a destruição criada pela luta entre Godzilla e os MUTOs. Nessa meia hora, o filme existe e empolga. De certa forma, “Godzilla” é o oposto de Círculo de Fogo (2013). Naquele filme, o diretor Guillermo Del Toro abraçou sem restrição o aspecto “história em quadrinhos” da narrativa sem leva-la a sério demais; não escalou grandes nomes, mas atores simpáticos para carregar a produção; e injetou nela apenas a dose necessária de drama para evitar que o filme se tornasse vazio. E fez uma homenagem deliciosa aos filmes de monstros gigantes, algo que este mediano Godzilla até tenta ser, mas só ocasionalmente consegue.

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Nota do CD:
[rating:3.0/5]
Nota dos Leitores:
[kkstarratings]

Trailer do filme:

Ficha técnica:
Gênero: Ação
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: David Callaham, David S. Goyer, Max Borenstein
Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Akira Takarada, Al Sapienza, Brian Markinson, Bryan Cranston, Carson Bolde, Chris West, Christian Tessier, CJ Adams, Dan Zachary, David Strathairn, Elizabeth Olsen, Jake Cunanan, Jeric Ross, Juliette Binoche, Ken Watanabe, Ken Yamamura, Patrick Sabongui, Peter Dwerryhouse, Primo Allon, Raj K. Bose, Richard T. Jones, Sally Hawkins, Victor Rasuk, Warren Takeuchi, Yuki Morita
Produção: Brian Rogers, Dan Lin, Jon Jashni, Roy Lee, Thomas Tull
Lançamento nacional: 15/05/2014

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Categoria: Ação, Ficção, Ivanildo Pereira, Legal, Resenhas de Filmes, Suspense

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