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Resenha de livro: Factótum

factotum

 

“Como diabos, pode um homem gostar  de ser acordado às 6h30  da manhã por um despertador, sair da cama, vestir-se, alimentar-se à força ,cagar, mijar, escovar os  dentes e os cabelos, enfrentar o trafego para chegar a um lugar onde  essencialmente o que fará é encher de dinheiro os bolsos de outro sujeito e ainda por cima ser obrigado a mostrar gratidão por receber essa oportunidade?”

 

No mundo insano, selvagem em que vivemos hoje existe pergunta mais racional? O problema, a meu ver, é que Charles Bukowski escreveu seu texto em 1975. Consequentemente, entendo que estamos num caminho sem volta, sobre relacionamentos e prazeres individuais, faz tempo.

 

Não sou contra trabalho, porém, é inegável que a pressão social e a obrigação moral sobre o excesso de trabalho, que nos invade a mente desde que tomamos o primeiro leite, ainda materno, precisa ser repensado.

 

Aprendi com um professor revolucionário, punk, rebelde, culto e um pedagogo acima da média que vivemos numa sociedade consumista, onde tudo é descartável, principalmente, as relações humanas. Rafael é um professor que foi preso na época da ditadura e que hoje faz sua parte ao tentar não viver na mediocridade, na hipocrisia ou no falso mundo burguês.

 

Além desse belo conhecimento sobre o capitalismo selvagem Rafael também me agrada sobre seu universo cultural cheio de sujeira, putaria, vadiagem e liberdade. Assisti Crônicas de um Amor Louco  graças a sua indicação (filme que indico a todos). Em Factótum o protagonista não é vinculado nada, a não ser a seu próprio caminho e suas escolhas, sejam elas racionais ou não.

 

Nada o segura em uma prisão: nem amores, nem trabalhos, nem pai e mãe. Henry Chinaski é o exagero do desapego. O livro de C. Bukowski é o retrato de uma literatura que bebe na opressão pós-guerra, onde o questionamento ao capitalismo é feito de forma poética e ao mesmo tempo numa mesa de bar.

 

O filme Factótum, indicado por minha amiga poeta Larissa Frstr, foi outro achado cultural cinematográfico sobre o trabalho de Charles Bukowski.

 

Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, o loser Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado “inapto para o serviço militar” e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever.

Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano – e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.

E viva o artista miserável……e sua liberdade.

Nota do CD: ★★★★★

 

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Categoria: Box-Colunas, Livraria Detalhada, Renato Alves

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Comentários (2)

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  1. André Anlub disse:

    Maravilha! Desconfie muito e mantenha-se em uma distância segura de quem não tem – pelo menos – 5% de Bukowski correndo nas veias e pulsando nas entranhas!

  2. Nelson Alves disse:

    ótima inspiração…. agora, não sei se leio ou se tomo um trago primeiro !!!!

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