cheap jerseys| wholesale jerseys| Cheap Jerseys Hot Sale For World Cup| Cheap NFL Jerseys Supply, Wholesale Jerseys China Free Shippi| Cheap authentic jerseys,Wholesale jerseys Quality Cheap Jerseys| Cheap China Jerseys From China Wholesale NFL Jerseys Free Shipping| Wholesale NFL Nike Jerseys Free Shipping For Sale Cheap | cheap jerseys from china:wholesale jerseys free shipping| Cheap China Jerseys From China Wholesale NFL Jerseys Free Shipping| NFL Jerseys China: Authentic Quality Cheap Jerseys

Resenha de Filme: Renoir

Renoir-poster-Cannes-2012-04

Dirigido por Gilles Bourdos, pode até parecer, mas Renoir não é uma cine-biografia sobre o renomado pintor francês Pierre-Auguste Renoir ou muito menos sobre seu célebre filho, ícone do Realismo Poético, o diretor de cinema Jean Renoir. Renoir é uma obra de contemplações, pequenos detalhes, como a pele aveludada da modelo que inspira Pierre-Auguste. Aliás, tal cena em que o pintor explica o que o motiva é um dos momentos mais sensíveis do filme. Renoir é voltado para o tipo de cinema que fez o nome da França e que cada vez mais vêm sendo abandonado pelos realizadores francófilos atuais. Por isso não é estranho que surja uma singela crítica em determinado momento, quando o irmão mais velho de Jean, o militar e futuro ator, Pierre (Laurent Poitrenaux), afirma que o cinema não é para os franceses, pois é um entretenimento de massa e a arte francesa é muito velha e pesada.

Renoir é sobre um determinado tempo esquecido – meados da primeira grande guerra -, também sobre a decrepitude (o pai pintor acometido por uma violenta artrite) e a descoberta de novas perspectivas (o filho confuso que admira o advento da sétima arte). Renoir também é sobre a transição das artes, uma em fase descendente – a pintura -, outra em ascendente – o cinema. E também é um filme sobre amizade, amor e perda da ingenuidade. No entanto, Renoir peca por se galgar na zona de conforto da estética narrativa tradicional. O trabalho de Gilles Bourdos reverencia o naturalismo do Realismo Poético, mas de tão respeitoso, carece de identidade própria e perde parte da sinceridade. Mas o bons diálogos estão lá, aliados as belas imagens captadas sem pressa pela câmera. A trilha sonora acanhada de Alexandre Desplat também é pontual para complementar as cenas com notas melancólicas que retratam com propriedade o estado de espírito geral.
Apesar de sugerir certa tristeza, Renoir é um filme com muita vida, principalmente pela presença da jovem Andreé Heuschling (a bela Christa Theret). Curioso que entre figuras históricas tão interessantes, a despudorada Dedeé, como preferia ser chamada, se mostra como a personagem mais interessante do filme. Introduzida na trama como uma modelo para Pierre-Auguste, ela primeiro traz um novo frescor para o estado depressivo que o pintor se encontra. Posteriormente, acaba se envolvendo com Jean e até estimulando o lado artístico do futuro diretor de cinema. Afinal, no tempo em que Renoir se passa, Jean ainda tinha seus 21 anos e o seu maior desejo era seguir carreira militar e defender seu país nos campos de batalha europeu. Tanto que arrumou uma violenta ferida que encurtou sua perna. Um personagem pouco explorado no filme é o neto de Pierre, o futuro cineasta Claude “Coco” Renoir (Thomas Doret). Ainda garoto, o roteiro se preocupa apenas em pontuar os interesses mórbidos do garoto.

No que toca ao relacionamento entre Jean e Pierre-Auguste, Renoir também demonstra certa fragilidade ao torna-lo mais crível. O convívio conturbado entre pai e filho nunca ganha tons palpáveis. Talvez a fraca atuação de Vincent Rottiers, interprete de Jean, seja fator primordial para o conflito não engrenar. Enquanto o veterano ator Michel Bouquet entrega um Pierre caricato, mas suficientemente eficiente ao passar as problemáticas do personagem. Contudo, a fragilidade de Rottiers não influencia o trato dado a Jean e Dedeé. Os momentos de ambos são intimistas, oscilando entre a delicadeza e os rompantes da mocinha que renega a direção doméstica que sua vida parece seguir. Ela não quer ser uma modelo que virou empregada, como aconteceu com a maioria das mulheres que trabalham e povoam a casa do pintor. Entre erros e acertos, Renoir é um filme que merece atenção. Não somente por retratar personalidades, mas por ser uma obra – que apesar de comedida nas ousadias e reverenciosa aos retratados – procura sempre privilegiar o caráter humano da história.

NOTA DO CINE DETALHADO:

[rating:3/5]

NOTA DOS USUÁRIOS:

[kkstarratings]

[ratings]

 

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Renoir.
Direção: Gilles Bourdos.
Roteiro: Gilles Bourdos, Jérôme Tonnerre, Jacques Renoir.
Duração: 111 min.
País: França.
Ano: 2012.
Elenco: Michel Bouquet, Christa Theret, Vincent Rottiers, Thomas Doret, Laurent Pointrenaux, Romane Bohringer.

Tags: , , , , , , , , , , ,

Categoria: Celo Silva, Drama, Resenhas de Filmes

Sobre o autor ()

Comentários (1)

Trackback URL | Comentários de RSS Feed

  1. Newton disse:

    Estava na hora de aparecer um filme francês desta qualidade. Qualquer fotograma é uma pintura. Paz para os olhos e para a alma.

    Pergunto- nome e autor de uma musica instrumental (talvez classica) q aparece nas primeiras cenas e em mais duas ou três o ocasiões?
    NAO é a trilha musical q aparece no trailer.
    Ela é mais forte, incisiva, dramática. Parece anunciar um desastre iminente.
    Aguardo. nbr2010@terra.com.br
    Obrigado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *