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Crítica: Moonrise Kingdom (2012)

Escrito em parceria com o roteirista Roman Coppola, colaborador também em Viagem a Darjeeling, Moonrise Kingdom é apenas o sétimo longa-metragem da carreira do diretor americano Wes Anderson. Embora seja uma carreira até certo ponto curta, pode-se afirmar tranquilamente que o cineasta pratica um cinema de viés autoral. Assim como o consagrado Woody Allen, os filmes de Wes Anderson parecem se repetir, com seus personagens estranhos em situações limites, enquadramentos semelhantes, porém, nem de longe são meros pastiches de si mesmo, cada obra tem sua identidade própria e um frescor que sempre se renova.  Nessa sua nova realização, Anderson novamente toca em assuntos recorrentes de sua filmografia, como problemas familiares, dificuldades de relacionamento, carências afetivas, amor, vida e morte. No entanto, dessa vez, o diretor nos apresenta suas caras temáticas pelos olhares ingênuos, sonhadores, também maldosos e sinceros dos nossos protagonistas: dois pré-adolescentes em franca descoberta de novos sentimentos e sensações.
A trama se passa no ano de 1965, diga-se de passagem, um deleite visual ao encararmos a vistosa direção de arte retrô. O local é a bucólica Ilha de Nova Penzance, no litoral da Nova Inglaterra, conhecida também pelas violentas tempestades que costumam aplacar a região em determinada época do ano. Em um curioso uso estilístico da narrativa, o diretor, invés de apostar em uma simples narração em off para impulsionar os fatos, insere um narrador (Bob Balaban) como um personagem aparentemente passivo. Este aparece para nos contar fatos históricos das imediações e considerações distanciadas sobre os personagens. No entanto, em uma manobra até ousada, surpreende o espectador agindo como um vigia de toda a situação e interferindo em um ponto crucial da história. O mote principal de Moonrise Kingdom enfoca Sam (Jared Gilman), um incompreendido escoteiro órfão e Suzy (Kara Hayward), uma jovenzinha talentosa, porém insegura. Motivados por um mútuo amor juvenil, decidem sumir ilha adentro, refazendo assim um antigo caminho de migração indígena e como conseqüência esperada, causando balburdia entre os familiares da mocinha, os escoteiros e as autoridades que saem em busca de ambos.
A jornada por dentro da ilha, enfrentando terrenos acidentados, repletos de vegetação, rios caudulentos (que rendem uma fotografia deslumbrante), ora o menino cozinhando para sua amada ora ela lendo para ele as histórias de suas heroínas, ainda dormindo juntos na apertada barraca e armando para fugirem de seus perseguidores, são situações que geram um convívio simples, mas único. Nessa trajetória lúdica, de valor inestimável, é que vão descobrir o sentido de suas vidas que acreditam serem apenas vazias. Se a dupla de jovens protagonistas, com seus conflitos pertinentes as suas idades, seria suficiente para cativar nossa atenção, Wes Anderson também não deixa de tratar com carinho de seus coadjuvantes. Enriquecendo o filme, temos o chefe dos escoteiros, Ward, vivido por um Edward Norton em um perfeito personagem “wesandersiano”, o chefe de policia, Capitão Sharp, interpretado por um Bruce Willis comedido, mas sem deixar de ser emocional e os pais advogados de Suzy, defendidos pelo ator fetiche de Anderson, Bill Murray e a talentosa Frances McDormand. O filme ainda conta com participações curtas, mas um tanto especiais de Harvey Keitel, Jason Schwartzman e Tilda Swinton, como a vilã que recebe a famigerada alcunha de “Serviço Social”.
Embora os atores adultos tenham relevância nos momentos em que estão em cena, não sendo apenas meros adereços e lembrando que crianças precisam de limites, como o Capitão Sharp cita em determinado momento: “Mesmo crianças espertas colocam o dedo em tomadas”, a obra de fato é do elenco juvenil. Além do já citado cativante trabalho do casal protagonista, o longo time de atores que compõe a frota de escoteiros é um pequeno achado, e no meu ponto de vista, renderia até um bem vindo spin off. Antes de finalizar, é mais do que importante salientar com louvor a belíssima trilha sonora do compositor francês Alexander Desplat. Uma delicia para os ouvidos, a sua música original é crucial para compor a aura de beleza singela das cenas, pontuando com delicadeza os momentos mais íntimos do casalzinho. Verdade também que o trabalho de Jared Gilman e Kara Haywardé de uma naturalidade impressionante. Ambos estreantes no cinema demonstram um talento nato e guiados pela conhecida boa direção de atores de Anderson, entregam atuações convincentes e carismáticas. A dupla protagoniza cenas, como a passada em uma minúscula praia ou a do desfecho, lembrando os clássicos do cinema americano, que são pura ternura. Talvez Moonrise Kingdom até não seja mesmo o melhor filme de Wes Anderson e nem o mais complexo, mas sem dúvidas, é o mais encantador.  

Categoria: Aventura, Celo Silva, Resenhas de Filmes, Sensacional

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