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Entrevista com Júlio Andrade, intérprete de Gonzaguinha em Gonzaga – De Pai para Filho

Fonte: Agência Primeiro Plano.

– Conte um pouco sobre a seleção para o papel e o seu sonho de interpretar Gonzaguinha.

Desde pequeno meu pai já havia me apresentado às músicas do Gonzaguinha. Quando eu andava de carro com ele, meu pai cantava as músicas do Gonzaguinha, ficava arrepiado e hoje quem fica sou eu. Há cinco anos, eu conheci a Maria Hernandez que me contou sobre o projeto do filme. Eu tenho todos os discos dele, queria muito fazer esse trabalho. Era um fã querendo fazer seu ídolo. E eu comecei a falar isso para todo mundo, até que meu nome chegou aos ouvidos dos produtores de elenco que me chamaram para o teste. No dia, fui de barba, sobrancelha cortada, peruca, roupa anos 80 e sandália. Eu não conhecia o Breno e cheguei lá com uma postura arrogante e ele só me olhava e ria. Contei da minha história com a obra do Gonzaguinha e cantei a música ‘Feliz’. Dois dias depois, a Cibele Santa Cruz disse que o papel era meu. Foi a maior alegria da minha vida. 

– Fez alguma preparação especial antes das filmagens? E para as cenas em que canta no longa?

Eu fiquei uma semana me preparando para o teste. Eu tinha que ler um texto e tocar algumas músicas. O Daniel de Oliveira (‘Cazuza – O Tempo Não Para’) foi lá em casa e me ajudou. Minha preocupação não era ficar parecido fisicamente ou com a voz, mas encontrar dentro de mim uma ligação com aquele personagem, buscar a alma dele. Depois que eu consegui o papel eu fiquei numa preparação muito pessoal durante quatro a cinco meses, imergindo na obra e vida dele. Eu comecei a me alimentar daquela história, daquela música, das pessoas que conheciam o Gonzaguinha. Por meio dessas pessoas eu fui conhecendo os trejeitos, a forma de agir dele. Nas cenas do filme em que eu precisava cantar, eu já conhecia todas as músicas e acho que de tanto eu cantar meu timbre de voz foi ficando parecido com o dele. 

– Você participou de vários longas e teve destaque em ‘Passione’. O Adélio, por outro lado, é um guia de museu. Como foi essa troca de diferentes experiências?

O Adélio trouxe a história do nordestino, ele veio do teatro e não conhecia cinema. Eu tive que falar a mesma língua dele. Foi ótimo ele não ter experiência porque isso me desarmou. No primeiro dia de filmagens ele estava muito nervoso, mas eu disse para ele esquecer tudo a sua volta e se concentrar no que a gente ia fazer ali, nós dois, olho no olho, porque estávamos contando a história de dois mitos, não podíamos ter mais nada na cabeça. Foi uma grande troca de vida. O Adélio me emocionou no teste dele. Quando eu soube que ele seria o Gonzagão, fiquei muito feliz, porque se não fosse com ele, eu não sei se eu faria o meu papel do jeito que fiz. 

– Qual foi a cena mais difícil?

A cena da discussão foi a mais difícil. Nesse dia, eu liguei para a filha do Gonzaguinha, a Amora e disse “Estou aqui na cena, vou interpretar o seu pai, respeito muito a obra dele e vou fazer esse papel com todo meu amor e respeito”. E ela disse que o pai dela estava em boas mãos. Depois daquela conversa eu já entrei na cena outra pessoa. Eu gravei a cena uma vez e o Breno disse que se eu quisesse podia fazer de novo. Eu pedi para ligar para o meu pai antes. Eu não tinha nada para falar. Eu só disse que o amava e que queria que ele estivesse junto comigo. Então, quando eu fiz a cena, eu senti uma emoção real. Foi o meu primeiro filme que eu não usei só da técnica, eu senti todas as emoções. 

– Como você acha que essa história nas telonas pode influenciar nas relações familiares?

Acho que todo mundo já teve algum problema com algum familiar e esse filme pode abrir nas pessoas uma possibilidade de reconciliação. Às vezes, perdemos tempo com umas brigas que são mais desgastantes do que se nós resolvêssemos. E é o que o Gonzaguinha faz. Eu me envolvi muito nessa história. Eu mesmo tenho uma filha do coração e não importa se o meu sangue corre nas veias dela ou não, o que importa é o amor. E ficar ainda mais próximo dessa história aguçou a minha vontade de ser pai. O Gonzaguinha era um guerreiro, um cara que nasceu no Morro de São Carlos, criou uma música diferente da do pai e aquilo era a vida dele. E o cinema é a minha vida. Eu também quero sair por aí e contar a minha história. Acho que é o que todos querem. Essa é só mais uma história. Mas é uma história que, sem dúvidas, merece ser vista. 

– Como foi trabalhar com o Breno Silveira?

O Breno é um cara que trabalha no amor e eu também sou assim. Ele é um cara incrível, que tem um olhar muito particular e que se comunica muito fácil com as pessoas. Todos os filmes dele emocionam. Ele faz um cinema muito simples e, ao mesmo tempo, profundo. Na cena, deixa toda a equipe na mesma frequência, não precisa repetir várias vezes, todos ficam amando o que estão fazendo. Cada cena para ele tem uma importância. Às vezes, quando a minha cabeça estava em outro lugar e eu precisava voltar para a cena chamava o Breno porque a paixão dele pelo cinema e por essa história me deixava muito emocionado e me colocava de volta na história. 

– Quais seus próximos projetos?

Esse ano para mim foi de cinema, primeiro fiz ‘A Montanha’, de Vicente Ferraz, depois voltei e fiz o ‘Eden’, de Bruno Safadi, e ‘Pele de Cordeiro’, de Paulo Moreli. Agora em outubro eu vou fazer o ‘Serra Pelada’, com Heitor Dalia e Wagner Moura. 

Júlio Andrade é ator de cinema e televisão. Conseguiu seus primeiros papéis participando da cena independente de cinema de Porto Alegre. Estreou em 2000 com o filme ‘Tolerância’. Participou de ‘O Homem Que Copiava’ (2003), ‘Meu Tio Matou Um Cara’ (2004), ‘Sal de Prata’ (2005) e ‘Batismo de Sangue’ (2006). ‘Cão Sem Dono’ (2007) foi o grande divisor de águas na sua carreira. Depois, fez os longas ‘3 Efes’ (2007) e ‘Hotel Atlântico’ (2009). Já interpretou Raul Seixas no especial ‘Por Toda Minha Vida’ da Rede Globo. Também protagonizou o filme ‘Cão Sem Dono’ (2007), de Beto Brant, baseado no livro ‘Até o Dia em Que o Cão Morreu’, do gaúcho Daniel Galera. Em 2010, teve destaque na televisão na novela Passione, em que interpretava o mordomo Arthurzinho. Seus últimos trabalhos foram na série ‘Força-Tarefa’ e ‘Homens de Bem’, em 2011, e no filme ‘A Montanha’ (2012).

Categoria: Entrevistas

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Comentários (1)

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  1. renatocinema disse:

    Bela entrevista.

    Personagem importante de nossa história e que pode marcar a carreira do ator.

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