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[Resenha/Crítica]: Fragmentado

O diretor volta à boa forma.

M. Night Shyamalan (Corpo Fechado, O Sexto Sentido), desde o início de sua vida cinematográfica, é um homem que tem um diferencial das produções contemporâneas. Ele participa de toda a execução de suas obras. É o diretor, é o roteirista, é o produtor e, ainda, tem participações como ator em quase todos os seus filmes. Shyamalan é criador de mundos em que há floreios para contar uma história primordial, mas sempre com um tema no mínimo inusitado, e o suspense é elemento essencial para o entendimento do conjunto. Foi assim em O Sexto Sentido – descobrindo sobre a vida e a morte, em Corpo Fechado – a descoberta de poderes sobre-humanos de um homem comum; em Sinais – a perda e a volta da fé e em A Vila – a cultura do medo. E ainda alguns elementos inseridos em todas as histórias, como a água, a cor vermelha (o amarelo também), as crianças, o plot twist (reviravolta no enredo), os sinais (inseridos em parcelas) e os flashbacks, convergindo para o final da trama. Tudo isso em quase todos os filmes. A partir do filme A Dama na Água, crítica e público ficaram com dois pés atrás com o diretor. Sua popularidade estava indo embora. E as histórias já não eram um primor de inventividade. Continuou com os filmes Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra, que nem pareciam ser filmes seus e não foram sucesso nem de público e nem de crítica. Mas, em 2015, ele voltou a sorrir com um ensaio de um novo sucesso, A Visita, um filme simples, duas crianças e dois idosos, com muito suspense e um novo elemento permeando toda a história, o cinismo. Aqui, o sarcasmo foi o dono do enredo, e funcionou muito bem. Nesta semana, chega aos cinemas do Brasil, Fragmentado, seu mais recente filme e que tem recebido grandes elogios mundo afora. E por que Fragmentado é bom? A resposta é muito simples, porque Shyamalan voltou a pensar como em seus primeiros filmes, uma história simples convergindo para algo maior.

Em Fragmentado temos a história de um homem, Kevin, que está sendo atendido por uma psiquiatra. Ele já revelou 23 personalidades e, ainda, uma outra que pode aparecer a qualquer momento, podendo dominar as outras. Kevin sequestra três garotas e passará a conviver com os seus “eus” interiores, com as garotas e com a psiquiatra. Aí está o enredo, que se mostra simples, mas é cheio de conflitos para todos os lados. Tudo gira em torno de três vertentes, a de Kevin, que já não se reconhece mais e de Casey, uma das garotas sequestradas, que precisa conhecer e entender o que passa pela cabeça de Kevin e da Dr. Fletcher, que estuda suas personalidades. Assim, Fragmentado está em pedaços, como um quebra-cabeça, suas peças precisam ser juntadas para o desenho ficar completo.

Shyamalan, depois de seus quatro primeiros filmes que ficaram no imaginário popular, agora volta a entender o que pode ser bom para ele, diretor, e para nós, telespectador. Ele volta a fazer um estudo de personagem, como fez tão bem com o ator Bruce Willis (Sin City 2: A Dama Fatal), em O Sexto Sentido e Corpo Fechado, com Mel Gibson (Coração Valente), em Sinais e com Bryce Dallas Howard (50%), em A Vila. Em Fragmentado, o personagem de James McAvoy (X-men : Apocalipse), é o estudo da vez, tão bom em cena que não imaginamos outro ator para desempenhar tal papel.  McAvoy faz a gente se interessar por aquela persona cheia de nuances, num papel que poderia facilmente se tornar uma caricatura, mas por causa da respiração certa, do olhar diferenciado e do corpo a serviço de várias vidas, tudo se torna verdadeiro. Já quero o seu Oscar, McAvoy, você está pronto. A jovem atriz Anya Taylor-Joy, de A Bruxa, é uma das garotas sequestradas que precisa fugir da alma doentia de Kevin. Taylor-Joy já vinha de uma interpretação arrebatadora e agora mostra todo seu potencial em momentos ternos, com grande carga psicológica vinda da infância. Fiquemos de olho em Anya Taylor-Joy.

Fragmentado, mesmo com pequenos tropeços, bem pequenos, chega para trazer Shyamalan para os holofotes novamente. É um filme que flerta com o sobrenatural e com o suspense, digo flerta porque não é o tempo todo, mas seus momentos finais são bem angustiantes e toca em um tema sempre urgente, o abuso infantil. Shyamalan sempre foi bom diretor e grande inventor de ótimas situações, não poderia se perder em meio a filmes rasos ou bobinhos. Ele é mais. E traz de volta tudo aquilo que conhecemos de suas boas histórias, o cuidado com a iluminação e o som, sempre em função do que é visto, nada desnecessário, e uma precisão perfeita na montagem da história, trazendo o passado linkado ao presente. E o último frame do filme, fazendo ligação com algo inusitado, é uma das maiores surpresas do longa. Eu, que tenho Corpo Fechado como seu melhor filme, gostei bastante de Fragmentado, Shyamalan me deixou em pedaços. Volte sempre!

Nota do CD:

[Rating: 4/5]

Sinopse:Kevin está sendo atendido por uma psiquiatra. Ele já revelou 23 personalidades e, ainda, uma outra que pode aparecer a qualquer momento, podendo dominar as outras. Kevin sequestra três garotas e passará a conviver com os seus “eus” interiores, com as garotas e com a psiquiatra.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Terror
Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Elenco: Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Brad William Henke, Haley Lu Richardson, Jalina Mercado, James McAvoy, Jessica Sula, Kim Director, Lyne Renee, Maria Breyman, Neal Huff, Sebastian Arcelus, Steven Dennis
Produção: Jason Blum, M. Night Shyamalan, Marc Bienstock
Fotografia: Mike Gioulakis
Montador: Luke Franco Ciarrocchi
Trilha Sonora: West Dylan Thordson
Duração: 117 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 23/03/2017 (Brasil)
Distribuidora: Universal
Estúdio: Blinding Edge Pictures / Blumhouse Productions

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Categoria: Detalhando, Em Cartaz, Resenhas de Filmes, Suspense, Terror, Vavá Pereira

Sobre o autor ()

Um publicitário que ama os filmes desde que nasceu. De Closer a O Senhor dos Anéis, de Uma Linda Mulher a O Poderoso Chefão. Sim, eu amo Julia Roberts! Gosto de quem gosta dos filmes que gosto, mas gosto mais ainda de quem não gosta, pois uma boa discussão não faz mal a ninguém.

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