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[Resenha/Crítica]: Jonas

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A estreia da produtora de filmes publicitários Lô Politi na direção de longas-metragens não poderia ser mais histriônica que um próprio produto advindo da publicidade. Jonas, o filme em questão, enfrenta empenhos impostos a si mesmo pelo excesso de maneirismos – muito caracterizados pela presença nas já citadas produções publicitárias.

Ambientado na cena do carnaval paulista, Jonas é também dependente de “elementos carnavalescos” em sua concepção visual e estilística. O filme traça sua alegoria com a passagem bíblica do profeta Jonas, o qual fora punido por Deus ao desrespeitar as ordens deste. No entanto, esta nova roupagem agora presente no filme não busca tratar sobre a ira de um ser superior incidindo sobre um (arrependido) homem simples; a sua preocupação é determinar um pano de fundo crítico quanto a questões de classe, gênero e étnico em meio a uma conturbada “história de amor” (aspas intensificadas), marcada pela conformidade com o crime e não com o arrependimento destes (presente na história do livro sagrado).

E é tamanha conformidade que prejudica em muito o roteiro do filme (co-escrito pela diretora e Élcio Verçosa). Não pela conformidade em si, mas pela própria falta de desenvolvimento e complexidade, que se reflete, por exemplo, neste ponto. Situações inverossímeis que ganham contornos mirabolantes, personagens estáticos, passagens com má-determinação de causa e efeito… Todos estes defeitos se expressam por todos os aspectos de realização do longa, de suas atuações a montagem, o que desperdiça o talento de seus nomes envolvidos na produção (principalmente o elenco).

O personagem-título, encarnado pelo ótimo Jesuíta Barbosa (TatuagemPraia do Futuro), expressa em seu olhar angústia, temor, raiva, paixão, desgosto. A própria transição com que realiza tais expressões é espantosa, mesmo que muitos destes momentos e sentimentos sejam prejudicados pelo roteiro e sua precariedade no desenvolvimento de seus personagens (até mesmo do protagonista). Jonas é um jovem barrado de seus próximos pelas diferenças de aspectos sociais, seja dos amigos por conta da cor de sua pele, seja de seu amor por conta de seus estratos sociais distintos – uma vez que esta é filha da patroa da mãe de Jonas.
A sua relação com o irmão Jander (o estreante Luam Marques, dono do melhor personagem do filme) é o ponto forte da produção. Marcados pela ausência do pai beberrão, o laço construído entre os dois é bem amarrado desde o início da trama. A admiração de um pelo outro, o respeito e confiança estabelecido entre ambos, tudo isto é denotado nas falas de Jander e na forma como este encara o mundo, servindo como compasso moral das ações dos personagens – e também uma forma de conferir alívio às situações trágicas do filme.

O restante do elenco (o maior atrativo da produção) conta com nomes como os rappers Criolo (traficante com alguns “bicos” para o protagonista) e Carol Conká (esta ganha menor importância na trama, servindo apenas como ponte de determinada situação entre Jonas e outro personagem). E não há como esquecer  Laura Neiva (E aí, Comeu?), que interpreta Branca. Esta serve apenas como objeto de admiração aos demais personagens do sexo oposto na trama. Qualquer que seja o momento, a justificativa para seu aparecimento é seduzir alguém (e aí surge, por pouquíssimo tempo, Chay Suede, interpretando o namorado da moça). Sendo a personagem mais patética da trama, Branca não reluta, não julga e até demonstra interesse por Jonas, após ser sequestrada por ele. Este não é o problema, afinal, síndrome de Estocolmo não é algo tão incomum; porém, em momento algum o roteiro permite a vazão de seus sentimentos – o que torna o desenrolar ainda mais embaraçoso (a cena do banho é lamentável).

(Ainda é preciso destacar a participação de Ariclenes Barroso como Berro, “vilão” da trama e sádico doentio que precisa berrar para ser notado, de tão ridícula sua presença).

Tomado por um ritmo frenético desde o início, o filme ainda tenta intensificar-se a partir do terceiro ato, com uma série de eventos e reviravoltas incongruentes ao roteiro e a sua própria proposta. Os já citados “elementos carnavalescos” não acompanham o decorrer da história, tornando-se meros artifícios vazios. Pesados efeitos especiais, forte movimentação de grua, closes inusitados, câmera tremida, jogo de campo e profundidade… Tudo isto, mesmo que notável, não acrescenta e nem concatena de forma harmoniosa o que é exibido com a forma exibida.

Possuindo certo potencial e um elenco com nomes fortes, Jonas não consegue suprir seus inúmeros defeitos mesmo com a tentativa de ligar críticas sociais e o tráfico de drogas a um improvável romance. Tudo é muito superficial, limitado pelo próprio roteiro que tenta engrandecer o que não toma forma. Talvez fique de lição para a já experiente atuante no ramo publicitário e agora diretora de cinema: a melhor forma de um produto ser bem difundido é por seu conteúdo, e não pelo exibicionismo e aparência.

Nota do CD:
[Rating: 2/5]

Sinopse:

Jonas sempre foi apaixonado pela filha da patroa de sua mãe. Durante o carnaval, ele a sequestra e mantem refém em um carro alegórico no formato de uma baleia.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Título Original: Jonas
Gênero: Drama
Direção: Lô Politi
Roteiro: Élcio Verçosa Filho, Lô Politi
Produção: Deborah Amodio, Lô Politi, Murray Lipnik
Fotografia: Alexandre Ermel
Montador: Gustavo Giani
Trilha Sonora: Zezinho Mutarelli
Duração: 96 min.
Ano: 2015
País: Brasil
Cor: Colorido
Estreia: 27/10/2016 (Brasil)
Distribuidora: Elite Filmes
Estúdio: Master Shot Produções
Classificação: 12 anos
Elenco: Ana Cecília Costa, Ariclenes Barroso, Chay Suede, Chris Couto, Criolo, Jesuíta Barbosa, João Fábio Cabral, José Silvério, Julio Silveira, Karol Conka, Laura Neiva, Luam Marques, Luciana Costa, Luciana Souza, Paulo Américo, Rincon Sapiência, Roberto Berindelli, Tomas Rezende

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Categoria: Arthur Salles, Detalhando, Drama, Em Cartaz, Resenhas de Filmes, Romance, Thriller

Sobre o autor ()

Formando em Direito, adentrou no mundo do Cinema ao descobrir O Poderoso Chefão numa antiga locadora. Ainda nutre uma enorme paixão por videogames, futebol (gremista sofredor) e o que mais o tempo (e paciência) permitir. Curitiba/PR.

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