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The Night Of – Primeiras Impressões

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Enquanto os “órfãos temporários” de Game of Thrones aplaudem sua (excelente) última temporada exibida na tevê e, ao mesmo tempo, já choram com o prenúncio do fim de um dos maiores fenômenos de entretenimento deste século, a esperta HBO escolheu um “lenço de seda fina” para consolá-los pela ausência de Khaleesi, Jon, Arya, e Cia limitada, nas noites de domingo.

The Night Of estreou no horário nobre do Home Box Office americano e brasileiro simultaneamente, em 10 de julho deste ano. Poderia passar despercebida em meio a tantas séries sobre crimes recentemente produzidas para (e por) canais fechados ou provedores de programas/filmes via streaming, como a Netflix…

Porém, duas coisas a destacam da maré de “americans” and “crimes” and “murders”: a primeira, e mais óbvia, é a qualidade da produção, que desde o episódio de estreia diz a que veio: fazer o espectador esquecer situações irreais, personagens nada verossímeis e resoluções fáceis demais para serem críveis. Esse pacote, que sobra em outras séries, não tem lugar em The Night Of. A segunda característica relevante que enaltece a minissérie, programada para apenas oito episódios, os quais serão exibidos durante a Summer Season, chama-se “re-criatividade”. Isso por que a minissérie se trata de um remake de Criminal Justice, produção de 2008/2009, pela BBC.

– Ah, mas um remake não traz nada de novo… – já posso ouvir leitores reclamões em pensamento… Contradizendo as línguas ágeis em críticas e dessabores, The Night Of conta com um fabuloso roteiro reescrito por Richard Price (autor de obras notáveis como Clockers, The Color of Money, e colaborador da incrível, mas subestimada série The Wire). O mais surpreendente é que nem tudo de significativo está implícito nos diálogos. Todos os detalhes da ambientação da história falam por si e comungam com o roteiro aparentemente escrito, nas falas das personagens, como se qualquer minimalismo visto atestasse cada coisa dita. Recriar isso a partir de uma minissérie existente e há certo tempo exibida, já não é tarefa fácil. Mas, torná-la um novo produto a ser consumido por um público cada vez mais exigente e cansado de obviedades, é realmente primoroso.

Somam-se ao texto de Price, àqueles que lhes dão vida em cena: John Turturro (Amante a Domicílio), Rizwan Ahmed (Jason Bourne, Centurião) , Bill Camp (Jason Bourne, 12 Anos de Escravidão). Eu poderia parar por aí, mas o elenco de apoio também dá show de atuação, fazendo a minissérie brilhar em cada take. Entretanto esses três atores sustentam a base da história de um caso incógnito, o qual nem o próprio acusado tem ciência se é ou não culpado.

Sem entregar pistas do enredo, a narrativa desdobra-se em uma sucessão de situações tensas, absurdamente possíveis, inegavelmente prováveis. Turturro não decepciona com o seu Jack Stone, advogado de porta de cadeia, um homem comum, real, táctil, para muitos apenas um fracassado na vida pessoal, não fosse sua serenidade e autoconfiança. Bill Camp, também sereno e autoconfiante, amedronta sem nenhuma palavra ou gesto de violência, é quem sai na frente dessa investigação lenta e gradativa, porém nada fácil e muito menos cansativa para quem acompanhou tudo desde o início. E o que falar ou pensar de Naz (Ahmed), como principal personagem e suspeito? O que se esconde além de seus traços étnicos que motivam aquele velho conhecido preconceito? Um carisma psicopático? Uma ingenuidade simulada? Ou apenas era o cara errado, no momento, errado no lugar errado? Isso não seria muita coincidência? São tantas as nuances implícitas na interpretação deste grande ator, que descansar em sua voz mansa e olhar inofensivo seria praticamente ignorar as evidências, ainda que elas não se sustentem sozinhas. Relativizar as evidências também permitiria brechas para se valer da premissa de que “as aparências enganam”?

Qualidade técnica/visual, design de produção, fotografia, trilha sonora, entre outros detalhes de fácil percepção ao espectador, são outros marcantes aspectos os quais mostram que The Night Of vem para, não apenas, preencher uma lacuna deixada pelas histórias de Westeros e além-mar, mas principalmente para reinserir a HBO na lista de produção de pequenas pérolas (não vamos falar da segunda temporada de True Detective, ou mesmo da risível Vinyl, por motivos de vergonha alheia). Ainda que tal joia não seja 100% original, seu brilho se destaca e já acende uma luz nos olhos da gente, enquanto aguardamos mais fogovivo para o tão longínquo ano que vem.

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Categoria: Policial, Resenhas de Seriados

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Comentários (8)

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  1. Rodrigo Teodoro da Silva disse:

    Texto excelente! Deu vontade de assistir.

  2. Marcio disse:

    Texto maravilhoso! Tenho que ver “The Night of”, já está na minha lista.

    Que tal uma análise sobre Stranger Things? Só vi o piloto até agora, mas seria ótimo ler um texto seu sobre essa série :).

  3. Junior Santtos disse:

    Muito bom texto, parabéns! !

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