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[Resenha/Crítica]: Ben-Hur (2016)

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O romance Ben-Hur: Um conto sobre Cristo, escrito por Lew Wallace em 1880, foi adaptado por diversas vezes, tendo sua primeira aparição, na sétima arte, ainda em 1907 e uma nova versão, em filme mudo, lançada em 1925. Apesar deste histórico, que só comprova o poder do livro original, pode-se dizer, tranquilamente, que a trama de Ben-Hur atingiu o ápice em 1959, quando o diretor William Wyler desenvolveu um dos filmes mais marcantes da história do cinema e que, com certeza, figura em, praticamente, todas as listas de melhores produções de todos os tempos. A obra arrebatou, naquele ano, nada menos do que 11 Oscars, algo que só voltou a acontecer em 1998, com Titanic e em 2004 com O Senhor dos Anéis – O retorno do rei. Os números, da produção, são impressionantes, os cenários são sensacionais, os efeitos práticos são incríveis, mas não estamos aqui para falar do filme clássico. Sobre ele, você pode saber um pouco mais na nossa crítica, já disponibilizada no site (Veja Aqui).

Foi com muito receio que recebi a notícia de uma nova versão, de Ben Hur, sendo lançada em 2016. Entendo perfeitamente que remakes e reboots já fazem parte da rotina Hollywoodiana, mas até então não haviam se envolvido com nenhuma obra prima clássica. O medo tomou conta de mim e de muitos amantes do cinema, mas, ao término da sessão, de certa forma, respirei aliviado,  pois se trata de uma película, que não chega aos pés do seu antecessor, mas que, também, não é indigna.

A trama apresenta a relação entre Judah Ben-Hur e seu irmão adotivo Messala. O primeiro é um príncipe judeu e o segundo um romano, que cansado de viver as custas de sua família adotiva, resolveu servir ao exército e galgar seu próprio espaço como nobre. Após anos longe da Judeia, Messala retornou, com uma patente reconhecida e responsável pela segurança de Pôncio Pilatos, que fora convocado para encerrar a rebelião instalada na região. Em um cenário hostil e com virtudes completamente opostas, Messala termina acusando Judah Ben-Hur de traição e o transforma em um escravo, porém, alguns anos depois, ele consegue retornar e busca, a todo custo, sua vingança.

Quem conhece a versão original de Ben-Hur , não irá conseguir escapar das comparações e deve encontrar furos no roteiro, proporcionados principalmente pela redução de tempo de projeção, que diminuiu de 222 para 142 minutos. É fato consumado que, em tempos atuais, é muito difícil conseguir que as pessoas dispendam de 4 horas para assistir um filme, eu sei que é triste, mas infelizmente essa é uma verdade de nossas vidas corridas. A relação entre os protagonistas é bem apresentada, mas algumas mudanças proporcionadas pelo roteiro afetam diretamente o envolvimento do espectador com personagens chave como a mãe e a irmã do protagonista, que são fundamentais na busca de redenção do mesmo, mas terminam completamente deslocadas nesta nova versão. Há também um esforço para atrair mais público e para isso há a introdução de alguns momentos, desnecessários, de ação,  e a confecção de uma montagem mais frenética com a imposição de algo intenso e  grandioso, mesmo em situações que exigiam calma e contemplação.

Jack Huston (Trapaça, Trem Noturno Para Lisboaconsegue entregar um bom trabalho, soando leve e conseguindo apresentar carisma ao personagem, porém seu antagonista, interpretado por Toby Kebbell (Quarteto Fantástico, Planeta dos Macacos), não convence de forma alguma, nunca parece estar agindo com convicção e muito menos transmite ao espectador alguma sensação de perigo. Mas nem só de erros é feita esta versão de Ben-Hur, sendo um ponto muito interessante a humanização de Cristo, que é tratado como uma pessoa comum, de roupas simples e que vive no meio de todos, sem ser aclamado ou ainda muito conhecido, mas que consegue transmitir uma palavra de paz e compaixão. Cristo nunca é apresentado de maneira diferente ou com um enfoque especial, mas mesmo assim consegue se destacar em todos os momentos e isso, sem dúvida, é mérito da bela interpretação de Rodrigo Santoro (300 – A Ascensão do Império, Heleno)

Timur Bekmambetov faz um bom trabalho de direção, mesmo perdendo um pouco a mão nos momentos em que intercala Cristo e a ação, o diretor consegue entregar cenas interessantes, principalmente a tão aguarda corrida de bigas, que foi filmada de maneira frenética e visceral, como tanto queríamos. Bekmambetov soube mesclar muito bens efeitos práticos com digitais e enriqueceu bastante a competição. Talvez o último corte da cena tenha ficado um pouquinho confuso, mas, para mim, que estava roendo as unhas para ver esse momento, a corrida toda foi muito digna e interessante de se ver, sendo surpreendente e vibrante.

O problema é que, após esta cena intensa e muito bem executada, o processo de encontro, de Judah Ben-Hur, com a redenção acaba sendo apresentado de maneira rasa e apressada, com questões que poderiam ser melhor discutidas. A sensação é que ainda seria preciso de muito tempo de projeção para conseguir desenvolver a mudança comportamental do personagem e como, nesse momento, já se passaram mais de 100 minutos, precisaram correr com as resoluções. Esta, por sinal, era uma missão complicada mesmo, pois assim terminaram mais uma vez deixando de lado personagens importantes e momentos marcantes e até mesmo aguardados.

A nova versão de Ben-Hur, definitivamente, não é uma bomba, mas compará-la com o filme de 1959 é uma heresia imensa. Nos últimos quinze minutos, podemos dizer que temos uma cena linda e capaz de engradecer a película, mas que, também, temos uma última cena, no mínimo vergonhosa e que não deveria existir. Essa relação de altos e baixos da obra, reforça a certeza de que Ben-Hur, em sua roupagem 2016, é um filme mediano, respeitoso, mas que não consegue ser definitivamente um acerto.

Por fim, um pedido ao espectador para que assistam, mesmo dividido duas vezes, o filme de 1959 e contemplem um dos maiores de todos os tempos. Confiem em mim ao dizer, que se for uma versão remasterizada e de alta qualidade, nem irão pensar que estarão assistindo algo que já tem quase 60 anos de feito.

Nota do CD:
[Rating: 2.5/5]

Sinopse: A família do nobre Judah Ben Hur (Jack Huston) acolheu e criou o romano Messala (Toby Kebbell) como se fosse um filho, entretanto, a vida leva os dois a diferentes caminhos. Depois de um mal entendido, Judah é acusado injustamente de traição pelo próprio irmão e condenado à ser um escravo. Anos depois, ele consegue escapar de seu cárcere e promete vingar-se de Messala e do império romano, que oprime o povo de Jerusalém.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Drama
Direção: Timur Bekmambetov
Roteiro: John Ridley, Keith R. Clarke
Elenco: Alan Cappelli Goetz, Ayelet Zurer, David Walmsley, Haluk Bilginer, Jack Huston, Julian Kostov, Marwan Kenzari, Moises Arias, Morgan Freeman, Nazanin Boniadi, Pilou Asbæk, Rodrigo Santoro, Sofia Black-D’Elia, Toby Kebbell, Yasen Atour
Produção: Duncan Henderson, Joni Levin, Mark Burnett, Sean Daniel
Fotografia: Oliver Wood
Duração: 123 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 18/08/2016 (Brasil)
Distribuidora: Paramount Pictures
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Paramount Pictures / Sean Daniel Company
Classificação: 14 anos

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Categoria: Épico, Detalhando, Em Cartaz, Resenhas de Filmes, Tiago Britto

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