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Resenha de seriado: Breaking Bad – 5a. e última temporada

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Lembra-se de quando Breaking Bad era uma comédia? O humor (negro, obviamente) nunca realmente chegou a abandonar o programa, mas nesta quinta e última temporada, o seriado se tornou praticamente um suspense com momentos dignos de tragédia grega!

Lembra quando Walter White (Bryan Cranston) era um cara atrapalhado que se envolvia em problemas grandes demais para as suas capacidades e lutava para superá-los? Quando ele nos divertia ao adotar ares de um grande gênio do crime? Pois bem, quando esta temporada começa, é exatamente isto que ele se tornou, após triunfar, a despeito de todos os obstáculos, sobre o poderoso Gus Fring (Giancarlo Esposito). Agora, ele realmente se tornou o Heisenberg, o maior produtor e fornecedor da mais pura versão da droga metanfetamina. Para alcançar esse objetivo, no entanto, ele teve que enganar seu parceiro Jesse Pinkman (Aaron Paul), envenenar um garotinho e explodir parte de um asilo para idosos.

breaking-bad-season-5-photos-4Isso, no entanto, foram só as realizações recentes de White. Desde que descobru seu câncer de pulmão e resolveu fabricar metanfetamina para ganhar dinheiro suficiente para sustentar sua família após a morte, muita gente morreu e Walter e Jesse passaram por maus bocados. Lembra-se deles? Lembra como a casa dos White era um lugar iluminado e acolhedor, habitado por uma família feliz? Agora é um lugar sinistro e envolto em sombras. Lembra como Jesse era um moleque despreocupado e drogado no início de tudo? Agora é um rapaz envelhecido e atormentado por tudo que viu e fez.

A esta altura da série, Vince Gilligan (o seu criador) e seus roteiristas se prepararam para concluir a jornada de Walter White, “de Mr. Chips a Scarface”, como eles mesmos definem. Todas as mudanças pelas quais passaram os personagens e a série serviram para nos mostrar essa transformação. É neste momento que Gilligan revela suas ambições para Breaking Bad, presentes em sua mente desde o início: mostrar um homem que era bom se transformando em mau, e também a influencia desse mal sobre todos ao seu redor. Afinal, o mal tem ramificações estranhas e imprevisíveis, espalhando-se como um câncer, e de fato é nisto que Walter White se tornou. Suas atitudes provocaram uma “metástase”, espalhando-se sobre sua esposa, seu cunhado e seu jovem pupilo.

Afinal, depois de derrotar Fring, Walter se torna perigoso. A morte de Fring representa a chance para Walter e Jesse deixarem de vez a produção de metanfetamina, mas o velho professor não se mostra disposto a isso. Com a confiança adquirida por ter superado um desafio aparentemente intransponível, ele assume o vácuo deixado por Fring, cria um novo e criativo método para “cozinhar” o seu produto e passa a negociá-lo diretamente com a misteriosa Lydia (Laura Fraser), capaz de lhe abrir as portas do mercado europeu. Tudo sob as objeções de Mike (Jonathan Banks), para quem Walter é “uma bomba-relógio, e eu não quero estar perto quando ela explodir”.

episode-5-jesse-walt-mikeO canal AMC dividiu esta última temporada, exibindo a primeira metade dos 16 episódios em 2012 e a segunda em 2013. O maior conflito da primeira metade se deu entre Walter e Mike. Sempre pragmático, Mike duvida da capacidade de Walter de gerenciar o negócio como Fring fazia. Apesar de tensa, é nesta primeira metade que estão presentes os momentos mais divertidos da temporada, como mais um plano mirabolante de Walter (dessa vez envolvendo um imã), ou a emocionante sequência do assalto ao trem no meio do deserto. Também é nessa metade que Walter White começa a acreditar realmente na lenda de Heisenberg, e passa a fazer outros acreditarem também, treinando um novo pupilo, Todd (Jesse Plemons) e usando a gangue do tio dele, Jack (Michael Bowen) para um audacioso ato na prisão.

Então ocorre algo raro na série: um salto no tempo. Walter ganhou milhões e construiu o seu império, às custas de muitas vidas e da estabilidade emocional da sua esposa Skyler (Anna Gunn). Tudo parece ter dado certo, mas as consequências, estas não tardam a aparecer… Na segunda metade da temporada, a tensão atinge proporções maiores ao ocorrer o esperado confronto entre Walter e seu co-cunhado, Hank (Dean Norris), um agente do departamento anti-narcóticos que procurou o Heisenberg de forma obsessiva, sem nunca desconfiar de que ele estava muito próximo.

695330-brba1Estes derradeiros episódios levam os personagens e seus relacionamentos ao limite, e os roteiristas se aproveitam das pistas e das sementes plantadas ao longo dos cinco anos para enfim, recompensar o espectador com algumas das cenas mais dramáticas dos últimos tempos na televisão. Ver Jesse finalmente se revoltando contra Walter depois de tudo que passou, ou ver até onde o protagonista pode ir para evitar ser preso ou ter seu trabalho destruído são momentos altamente dramáticos. Um drama construído por meio de uma intensa serialização e por uma cuidadosa construção de personagens e de trama ao longo de várias temporadas.

São nesses momentos finais que uma das noções básicas de Breaking Bad fica mais evidente. Vince Gilligan sempre usou a série como forma de examinar as consequências dos atos dos personagens. Existem vários filmes e programas de TV que flertam com a ideia de “romantizar” o criminoso, mostrando sua atividade como emocionante. Bem, emocionante com certeza é, mas Breaking Bad também nunca se furtou a mostrar o outro lado: o terrível dano causado por aqueles que praticam o mal. Parece haver uma espécie de ordem cósmica na criação de Gilligan, uma certeza de que a retribuição vai chegar. Num momento podemos estar vendo o assalto ao trem e vibrando com a cena, no momento seguinte surge um elemento do acaso que nos relembra o alto preço a pagar por aquela atividade.

As consequências para a família White são mais terríveis ainda, alcançando o ápice dramático no poderoso antepenúltimo episódio, intitulado “Ozymandias” devido ao poema de Shelley (“Meu nome é Ozymandias, rei dos reis/Contemplem minha obra, ó poderosos, e se desesperem”). É quando a “obra” de Heisenberg finalmente é exposta a todos e nada resta a não ser destruição.

bbadfinal12No entanto, ainda há dois episódios para terminar… e ao final Gilligan, surpreendentemente, retoma parte do espírito de humor do início do seriado, amarra as pontas soltas e leva as trajetórias de Walter e Jesse a conclusões completamente corretas e satisfatórias, com direito até a referências a Scarface (1983). O final de Breaking Bad é daqueles para entrar para a história, trazendo um senso de completude e de finalidade que raramente vemos na indústria do entretenimento.

No episódio final há um flashback para o piloto da série, quando vemos Walter White com sua família, antes de tudo começar, quando eles eram felizes. Porém, na verdade ele não era feliz. Foi um homem pequeno a vida toda e que, ao ser confrontado com a morte, decidiu ir embora nos seus termos, cobrando a dívida que o mundo, na sua mente, lhe devia. O personagem causou empatia em vários momentos, provocou repulsa em outros, mas nunca deixou de ser humano e fascinante. A falha primordial no seu plano se deve ao fato de ter cometido todos aqueles atos não pela sua família, como ele afirmava, mas por ele mesmo. Mesmo assim, é difícil não acompanhar os momentos finais da sua jornada com um sorriso no rosto.

Identificamos nele aquele desejo que todos temos, de viver a vida nos nossos próprios termos. E ficamos felizes por ele conseguir, apesar dos percalços na jornada. Fazer-nos ter apreço por um homem bom que vira mau e depois se torna, se não bom de novo, mas pelo menos capaz de alguns poucos atos de humanidade, é o grande mérito de Breaking Bad e o principal motivo pelo qual a série entrou para a história da teledramaturgia. Como Walter, Vince Gilligan e a equipe de Breaking Bad criaram uma obra capaz de vencer fronteiras e adquirir vida própria além do seu criador. Agora, todos nos lembraremos dos nomes de Walter White e Heisenberg.

Breaking Bad ep 509, shot on 12/6/12 by Ursula Coyote

 

Nota do CD:
[rating:5/5]
Nota dos Leitores:
[kkstarratings]

Trailer:

Categoria: Box-Colunas, Drama, Excelente, Ivanildo Pereira, Resenhas de Seriados, Suspense

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Comentários (2)

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  1. veronica disse:

    melhor série ja criada mano, muito hard <3

  2. Yuu disse:

    Otima Resenha, Breaking Bad me deixa em Extase ate hoje

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