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Crítica: O Palhaço

Crítica de Silvano Vianna:



Selton Melo (Jean Charles, A Mulher Invisível, O Cheiro do Ralo) ao lado de Wagner Moura (Tropa de Elite 2, O Homem do Futuro, Vips) são os melhores atores brasileiros atualmente, acho que poucos questionam essa realidade. Mas os dois vão tomando rumos diferentes neste momento, enquanto Moura tenta a sorte agora nos EUA, Selton se arrisca na direção e o faz com muito primor. O Palhaço, filme que entra em cartaz nacional nessa semana ao contrário do que muitos podem achar não é a primeira produção sobre o comando do mineiro que antes já dirigiu Feliz Natal (2008).

O grande desafio nesta nova empreitada de Selton por trás das câmeras é fazer um filme mais maduro ainda, além de dirigir a si mesmo e ao mago Paulo José (O Homem que Copiava, Meu País). A tarefa é cumprida de forma muito agradável com um belo filme que também é repleto de boas participações especiais (incluindo algunas artistas oriundos do mundo circense). Existe também uma passagem que presta homenagem a sua cidade natal (Passos – MG).

No filme acompanhamos a vida de Benjamim (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José), eles formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Benjamim é um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência. Ele vive pelas estradas na companhia da divertida trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho. Venha rir e se emocionar com este grande espetáculo.

O filme como eu falei antes é muito agradável, prestanto uma homenagem a família circense, pessoas que amam essa arte e continuam a exercer a profissão enfrentando muitas dificuldades. Os desafios de cada dia são mostrados enquanto vamos conhecendo e nos afeiçoando com os personagens que tem questões bem singulares. A trilha também faz um referência a este mundo e conseguem conectar o espectador mais ainda com esta realidade um distante do nosso cotidiano.

O Palhaço é mais uma bela produção nacional que merece ser vista e prestigiada. O destaque vai para Selton Melo que mostra-se cada dia um artista mais completo, nos brinando com mais uma boa atuação além de um trabalho na direção muito seguro. Espero que os produtores brasileiros tomem este filme como referência percebendo que dá para fazer um bom filme que aborde algum aspecto de nossa realidade. 

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Crítica de Tiago Britto:

(Parece uma produção Belga, Alemã ou Iraniana, mas é Brasileiro mesmo!)

Não consegui deixar de fazer um comentário sobre o filme. Fiz questão de não ler o texto de Silvano para evitar sentenças iguais. Acho que ficou bom para o leitor que terá duas opiniões em uma só postagem!

Selton Mello (Jean CharlesA Mulher InvisívelO Cheiro do Ralo) é sem sombra de dúvidas um dos responsáveis pelo contínuo crescimento da qualidade do cinema nacional. Sua figura, juntamente com a de Wagner Moura  (O Homem do FuturoVips), que foi convidado para ser o protagonista, mas a agenda de Tropa de Elite 2 não permitiu, é sinônimo de boa produção e de entretenimento de qualidade (Rodrigo Santoro foi outro ator convidado para ser O Palhaço, mas estava rodando um filme no exterior) . Depois de dirigir, em 2008, o filme “Final Feliz”, ele decidiu dar uma passo mais largo na carreira de diretor, optando por se responsabilizar pelo desenvolvimento de um trabalho mais complexo, e conseguiu demonstrar que terá uma linha de pensamento maravilhosa, pois entregou ao público um trabalho cuja a direção é irretocável e passeia por todas as vertentes de uma grande obra.

Talvez o longa não seja tão comercial quanto previsto por alguns espectadores, pois não se trata de um trabalho que segue uma sequência de fatos com começo, meio e fim. A intenção aqui é demonstrar a rotina de um circo de interior e as adversidades que permeiam na vida das pessoas. Não há uma história cronológica propriamente dita e sim um relato ou um aprendizado daqueles que um “Road Movie” de grande qualidade pode ensinar. A trama nos apresenta a um circo cujo o nome, não por acaso, é Esperança e que vive pelas pequenas cidades de interior fazendo espetáculos para um público que não chega a cem pessoas. As dificuldades do estilo de vida circense não são poucas e ainda mais quando estamos falando de algo sem grande investimento ou potencial financeiro. Essas adversidades nos faz perceber que os artistas, que nele convivem, se olham com o sentimento de serem um grupo unido e fiel, ou se preferir, uma família. Benjamim no picadeiro é o Palhaço Pangaré e apesar de ser o responsável pelo riso dos espectadores, vive se questionando: “Eu faço todo mundo sorrir… Quem é que vai me fazer sorrir?“. Ele é o administrador do negócio, que nitidamente esta sendo passado de pai para filho, e carrega consigo o dever de lidar com os problemas de todos. Não é fácil viver essa vida sem rumo, sem segurança e sem endereço fixo (O que é retratado pelo fato dele só ter em mãos uma certidão de nascimento mal cuidada e mais nenhum documento legal) e tudo isso serve como fator motivador para ele se questionar sobre o andamento de seu percusso como pessoa e profissional, o que coloca em risco o espetáculo.

Trilha sonora, sonoplastia, figurino, fotografia e direção de arte são dignos de reconhecimento de altíssima qualidade. Tudo foi trabalhado no mínimo detalhe e a riqueza das imagens são nítidas aos olhos de quem as assiste. As atuações estão impecáveis e a dupla formada por Paulo José (Quincas Berro D’Água) e Selton Mello merece destaque, pois foi capaz de com expressões e ações gestuais, demonstrar sentimentos que palavras não seriam capazes de expressar. Essa é até outra tendência da produção, que julguei maravilhosa. A de sentir a cena com mais imagens do que com falas, o que pôde ser feito devido ao enquadramento de filmagem adotada pelo diretor. Outra característica marcante é o tipo de humor que foi adotado, sendo ele um pouco sarcástico, arrebatador e comovente. Misturando comédia com tristeza e risos com lágrimas.

Se quem estiver diante desta película, resolver fazer alusões ao mundo real, muita coisa ele irá encontrar, mas para evitar mais comentários e um texto maior ainda, vou me abster ao que mais me marcou, que foi o de que na vida as vezes tentamos mostrar para os outros uma situação que não é a nossa realidade. Tentamos ser algo mais do que realmente somos ou queremos extravasar uma alegria que não nos é real. Ás vezes jogamos um jogo social que nos obriga a viver um espetáculo de circo, mas que em seus bastidores estão presentes problemas que precisam ser repensados. Essa sacada é realmente genial e dificulta a determinação de se estamos lidando com uma comédia que possui momentos de drama ou um drama que possui momentos de comédia…A grande verdade é que todos nascemos com um dom e que nos cabe identificá-lo e usufrui-lo da melhor maneira possível.

Nota Silvano Vianna: 8,5
Nota Tiago Britto: 9,0


Trailer:

Categoria: Excelente, Resenhas de Filmes, Silvano Vianna, Tiago Britto

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Comentários (7)

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  1. Wilian disse:

    não achei tudo isso… pela Críticas de vocês, espera mais… me decepcionou…

    Nota 5,5…

  2. Zé,

    A impressão confere!

    Anônimo,

    Obrigado. Alterado.

  3. Anonymous disse:

    Não deveria ser “comprida” e sim “cumprida”

  4. Não vi “O Palhaço” ainda, mas uma conhecida minha que o assistiu disse que o filme tem uma pegada meio “Amélie Poulain.” Essa impressão confere, colegas?

  5. Ás vezes ilude..uma produção como esse empolga e tanto que pensei em fazer um top five dos filmes nacionais de 2011 e só consegui agregar valor a 3…VIPS, Homem do Futuro e O Palhaço…Assalto ao Banco Central foi bom, mas abaixo da expectativa e os resto achei tudo tranqueira.

    tiago.

  6. renatocinema disse:

    Belas análises sobre o filme, que eu adorei. Só que particularmente dou 10.

    Merecidos elogios para: trilha sonora, sonoplastia, figurino, fotografia e direção de arte.

    O cinema nacional está em belo momento.

  7. João Linno disse:

    O melhor filme nacional de 2011.
    Bonito, singelo e muito intimista.
    Não pude deixar de dar nota 10 para essa produção.
    Fantástico.

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