Crítica: Kung Fu Panda 2 (Kung Fu Panda: The Kaboom of Doom)

A primeira passagem do panda Po pelos cinemas foi uma grata surpresa, confesso que fui um dos que não davam muita bola para essa produção, mas gostei bastante do resultado final do primeiro longa. A Dream Works caprichou especialmente no elenco com vários atores habituados as tramas de ação como Angeline Jolie (O Turista, Salt), Jackie Chan (Karate Kid, Missão Quase Impossível) e Lucy Liu. Mas o grande destaque ficou por conta da química entre Dustin Hoffman (Mais Estranho Que a Ficção) e Jack Black (As Viagens de Gulliver) que tinham vários momentos hilários na relação aprendiz atrapalhado e mestre extremamente exigente.

A continuação ficou nas mãos da novata Jennifer Yuh sendo ancorada no mesmo elenco de qualidade acrescidos agora de participações interessantes de Gary Oldman (A Garota da Capa Vermelha, O Livro de Eli) fazendo o papel do vilão Lord Shen e Jean-Claude Van Damme dublando o Mestre Crocodilo. Outro ponto forte é o uso da tecnologia em 3D que esta muito bem feito um dos melhores que ví no ultimo ano, vale gastar um pouco a mais na entrada e conferir essa produção em 3D.

Nessa sua nova jornada, o panda Po está finalmente vivendo o sonho de ser o Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz ao lado dos seus amigos e mestres do kung fu, os Cinco Furiosos, e de seu mentor Mestre Shifu. Mas a nova vida “show de bola” de Po é ameaçada pela chegada de um terrível vilão, Lorde Shen, que planeja usar uma arma secreta e imbatível para conquistar a China e destruir o kung fu. Agora, Po precisa conhecer seu passado para descobrir a verdade sobre sua misteriosa origem – só assim ele poderá liberar a força que precisa para vencer.

Se o grande ponto forte do 1° filme para mim foi a interação entre Hoffman e Black, a ausência de poucos diálogos entre os dois neste longa com certeza deixou a desejar. Em vez de focar na relação com seu mestre e aproveitar a química que tando deu certo em seu primeiro momento, o roteiro desta nova jornada foca mais na relação de Po (Jack Black) com a Tigresa (Angelina Jolie). Gosto muito da Sra. Pitt mas como qualquer pessoa razoavelmente inteligente percebi pelas suas experiências passadas que ela não é nem um pouco engraçada. Ainda que alguns utilizem o argumento do sucesso em Sr. e Sra. Smith, convenhamos; as piadas eram quase que todas focadas em Brad Pitt e este sim manda bem nas comédias.

Esse pequeno “deslize” não chega a estragar o filme, mas faz com que a sensação que temos quando termina a produção é que o 2° pode ter sido melhor trabalhado esteticamente, e ainda que tenha uma vantagem com o uso da tecnologia em 3D o 1° longa de Po e sua turma é mais divertido. Espero que o 3° filme pegue um pouco dos pontos positivos de cada um e se torne um filme ainda melhor; torço também para que a Dream Works não cometa o mesmo erro de Shrek que foi piorando a qualidade dos roteiros gradativamente.



Nota: 8,8


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Categoria: Animação, Muito Bom, Resenhas de Filmes, Silvano Vianna

Sobre o autor ()

Um dos fundadores do Cinema Detalhado, sou psicólogo de formação e cinéfilo por opção. Assisto a qualquer tipo de filme, mas sou muito mais criterioso para recomenda-los.

Comentários (2)

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  1. Cine Mosaico disse:

    Concordo com o post.
    Filme leve e divertido, gostei muito de ter visto. As cenas de luta são bem legais, principalmente a primeira.

    Abs.

  2. renatocinema disse:

    Concordo muito com você sobre Kung-Fu Panda.

    Primeiro: não acreditei muito no segundo, e no final, amei.
    Segundo: a química entre Hoffman e Black é realmente o grande ponto da primeira parte da animação.

    A segunda parte, serei sincero, irei esperar o lançamento em dvd.

    Mas, quero muito conferir.

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